quinta-feira, 22 de julho de 2010

Estar ou não estar


Perante as propostas do PSD para alterar a Constituição, o Presidente da República usa o silêncio como comentário.

Justificação? Não se encontra em Portugal, diz ele.

É cada desculpa...

Autárquicas 2013: ?

Por alguns blogs de Viseu, já se fala sobre os candidatos do PS e PSD à Câmara Municipal de Viseu em 2013.

Tenham calma...

Pelo menos da parte do PS, existe a vontade de ouvir todos os militantes e também os da JS.
O debate vai ser feito.
Todas as opiniões e visões vão ser ouvidas e tidas em consideração.
Vários nomes vão ser comentados e apenas um vai ser escolhido.
Não é um só um nome do candidato. Vai-se escolher o nome do Presidente da Câmara Municipal de Viseu para o mandato 2013-2017.
Disso não tenho dúvidas. Farei tudo para que isso aconteça.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Frase da Semana (1)


“Não é uma proposta de 15 anos para a frente, é de 35 anos para trás”.

Manuel Alegre, numa afirmação contra as propostas de revisão constitucional do PSD

terça-feira, 20 de julho de 2010

Depois do Congresso, o mandato que agora começa




O XVII Congresso Nacional da JS, onde estivemos presentes, terminou com a aprovação da Moção Global de Estratégia apresentada por Pedro Delgado Alves e intitulada de “Transformar à Esquerda”.

Sendo por excelência o momento alto da nossa juventude partidária, o debate e a reflexão foram constantes.

A passagem de testemunho na liderança da JS está feita, e as expectativas para o mandato de 2 anos são as melhores.

Seremos:

- uma esquerda que transforma (transformar à esquerda, defendendo, reforçando e aprofundando o modelo democrático e social da República Portuguesa e reafirmando o seu compromisso ideológico com os valores do socialismo democrático);

- uma esquerda ao serviço da República (revelando dedicação à mais nobre e republicana das actividades, o serviço à causa pública, assegurando que não haverá espaço dentro da organização para quem procura satisfazer os seus próprios interesses individuais, ao invés de se dedicar à prossecução dos fins colectivos de transformação da sociedade, de defesa da democracia e dos direitos fundamentais de todos e todas e de serviço à causa da República);

- uma esquerda ao serviço da Europa (mobilização interventiva no âmbito europeu e internacional, assegurando que a reconstrução económica não vai assentar nos mesmos erros e omissões e nas mesmas crenças inabaláveis nas virtudes do mercado desregulado que nos conduziram ao momento presente de crise financeira e económica, sendo por isso crucial exigir mais e melhor intervenção pública nestes níveis de governação);

- uma esquerda em defesa do Estado Social (defesa de valores que caracterizam a nossa visão de sociedade, não podendo a crise servir para alguns procurarem desmontar as conquistas de outros tempos, liberalizando o papel do Estado e recuando na protecção social);

- uma esquerda com um rumo (centralidade das políticas de emancipação jovem com particular destaque para as políticas de emprego; aposta nas qualificações; políticas ambientais com aposta nas energias renováveis, reafirmando o nosso compromisso com a sua diversificação e com a dinamização da eficiência energética, e recusando com clareza a opção nuclear; combate às discriminações e pelo aprofundamento da protecção dos direitos e liberdades fundamentais; empenho na discussão em torno da reforma da República, com reforço da participação cívica das populações e do seu envolvimento na gestão da coisa pública e introdução de reformas institucionais relevantes, geradoras de racionalidade e potenciando a aproximação às populações; reafirmar e aprofundar a nossa visão quanto à necessidade de reformar a governação económica à escala europeia).

A JS não é a organização das causas fracturantes, como a comunicação social gosta de classificar. Há muito para além disso. O nosso espaço de intervenção é muito maior.
Aquelas causas que nos fazem lutar ligadas às discriminações em termos de direitos e liberdades fundamentais são as únicas às quais a comunicação social dá atenção.
Para nós, essas causas são estruturantes.
A causa fracturante que nos mobiliza é o desemprego.
Isso sim é fracturante.

Portanto, todos os temas são abordados por nós com a mesma intensidade, apesar de existirem conceitos como a "desigualdade" que significam muito para nós.
Como diz Duarte Cordeiro, líder cessante da JS, "em todo o lado, onde houver uma desigualdade, deve estar um Jovem Socialista".

Compromisso com Paixão

Eis o slogan da candidatura de João Azevedo à Federação de Viseu do Partido Socialista.



Presidente da Câmara de Mangualde anunciou ontem a candidatura à sucessão de José Junqueiro e não excluiu a hipótese de um dia vir a candidatar-se à Câmara de Viseu.

O mais que provável substituto de José Junqueiro, que encabeça uma lista única ao referido órgão partidário, assumirá as suas novas funções no congresso distrital, cuja realização está prevista para Outubro.
O autarca de Mangualde destacou que a sua candidatura é não só resultado da sua vontade, mas também “uma resposta aos inúmeros incentivos e apoios que recebeu dos dirigentes distritais”, assim como dos seus homólogos do distrito.
Referiu-se igualmente ao actual dirigente da Federação, José Junqueiro, que em seu entender “deixa um legado de vitórias na região”, mercê do grande trabalho realizado à frente dos destinos do PS.
Em termos políticos, no partido, enunciou três objectivos: o prosseguimento da afirmação e reforço da dinamização do PS no distrito; a realização de encontros com militantes; e a formação de uma rede entre concelhias.
Do ponto vista externo, defendeu o Estado Social, o desenvolvimento da Agricultura, do Termalismo e do Turismo. Sublinhou ainda que a moção que apresentará no Congresso será “um texto aplicativo e motivador”, em que jovens e idosos também se revejam.
O Diário de Viseu apurou junto de fonte próxima do candidato, que Miguel Ginestal, governador civil de Viseu, e António Borges, presidente da Câmara de Resende, coordenarão a moção que João Azevedo levará a sufrágio.
O candidato falou ainda num combate pela “afirmação de esquerda moderna” e garantiu que nos próximos oito anos não sairá de Mangualde, quando questionado sobre a possibilidade de vir a ser deputado à Assembleia da República.
Sobre a possibilidade concorrer à Câmara de Viseu, não excluiu essa hipótese, embora tenha adiantado haver outros autarcas e personalidades habilitados, sem especificar nomes.

Fonte: Diário de Viseu

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"Arrisca Coimbra"

Ontem, nos jardins da AAC, decorreu o lançamento do Concurso de Ideiais de Negocio "Arrisca Coimbra’2010.

O Arrisca Coimbra visa estimular o desenvolvimento de conceitos de negócio em torno dos quais se perspective a criação de novas empresas. É mais do que um concurso de ideias de negócio, é uma plataforma integrada que inclui workshops, valorização de projectos, networking, financiamento e é também a porta de acesso a outros concursos de ideais de negócio.

Este ano o Arrisca Coimbra apresenta, pela primeira vez, DUAS iniciativas:

O Atreve-te a Arriscar, consiste numa iniciativa que permite ganhar bilhetes para a latada, submetendo uma ideia de negócio, através de um formulário mesmo muito simples!

O Arrisca Coimbra'10, é o Concurso de Ideias de Negócio que possibilita o acesso a diversos prémios monetários e consultoria especializada! É também a porta de acesso a outros Concursos de empreendedorismo de âmbito nacional! Outra novidade deste ano é a existência de 13 prémios num total de 38.5000 €.

Mais informações em www.arriscacoimbra.pt


segunda-feira, 12 de julho de 2010

"Socialismo no Séc. XXI"

Uma reflexão sobre as políticas e princípios socialistas neste século.

Grande iniciativa no final de mandato de Duarte Cordeiro.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tarefas

Amanhã: Eleição dos Delegados da JS Concelhia de Viseu ao XVII Congresso Nacional da JS

Domingo: Sardinhada PS

Segunda-Feira: Assembleia Municipal

Frase da Semana


“Tem que haver um pacto de insubmissão”

Manuel Alegre (em entrevista a Ana Lourenço na SIC Notícias, referindo-se à descrença da juventude e às dificuldades com o emprego, a casa, a constituição de família).

terça-feira, 22 de junho de 2010

De pessoas, para as pessoas e pelas pessoas

Nas últimas eleições presidenciais, apoiei a candidatura de Mário Soares. Pela primeira vez, apoiei esta minha “referência política”. Esta personalidade cujo percurso tanto admiro. Nunca o pude fazer antes. Tendo em conta a minha idade, só me lembro vagamente da campanha de Jorge Sampaio.

Assim, foi com muito orgulho que fiz parte dessa campanha que tinha como objectivo a eleição de Mário Soares para a Presidência da República pela terceira vez. Foi uma campanha de proximidade, de afectos e com uma “juventude” de Soares que fez inveja a muitos que realmente o são.

Nessa altura, os opositores insistiram no argumento da idade do candidato, o qual penso que acabou por resultar de certa forma, apesar de até agora, Mário Soares ter mostrado a sua inabalável lucidez e a sua contínua intervenção e preocupação em relação aos problemas do país.

Os resultados eleitorais não foram os esperados, mas não me arrependo do apoio que dei. De facto, o balanço que se pode fazer é que a candidatura não tinha muito a ganhar. Soares não precisava de mérito, prestígio, fama ou honra. No entanto, não quis virar as costas, nem resignar-se. Optou pelo mais difícil. A inquietude. O inconformismo. Deu o exemplo. Com energia, frontalidade e muita coragem. Esta é a imagem que guardo. Estes são os valores que reconheci. Como Soares disse: “Só é derrotado, quem desiste de lutar”. E ele não desistiu. Arriscou. E fez acreditar.

Para além de vários argumentos das campanhas adversárias (bem me lembro dos que diziam que Soares devia “calçar as pantufas porque já está velho”), o que impossibilitou um resultado mais positivo desta candidatura foi, sem dúvida, a candidatura de Manuel Alegre. Uma candidatura sem apoios partidários, mas com uma grande mobilização e intervenção dos seus membros. "Não serei candidato em nome de nenhum partido. Serei candidato por Portugal” era uma das muitas frases que mostrava a força do movimento de cidadãos de vários quadrantes que se foi desenvolvendo em redor de Manuel Alegre. Com o slogan principal “Portugal de todos – Livre, Justo, Fraterno”, obteve o segundo lugar nas votações. A esquerda era assim derrotada. A esquerda era assim dividida. Sei que não era o seu objectivo, porque conheço as suas convicções. Manuel Alegre acreditava realmente que poderia vencer as eleições, e mostrou que tinha razões para isso, através de uma inquietação cívica, de um chamamento à cidadania.

Após os resultados eleitorais, ficou imediatamente no ar a ideia de que aquele movimento não poderia acabar ali. Tinha de seguir o seu caminho. Um caminho com ética republicana respeitadora da liberdade, solidariedade, justiça, fraternidade. E esse caminho continua agora com os mesmos valores, embora terem surgido apoios partidários.

Acredito realmente que Manuel Alegre se candidata novamente por decisão pessoal, isto é, livremente, mas que agora recebe o apoio de partidos. Os vários partidos manterão as suas convicções, os seus objectivos, apesar de terem encontrado uma certa convergência e complementaridade no apoio a esta candidatura. Este vai ser um dos alvos das críticas das campanhas adversárias, mas não será difícil provar que a candidatura é “supra-partidária”, apesar de “não ser neutra”, como diz Alegre. Os valores da esquerda progressista estão na base desta candidatura. Uma candidatura que apoio e que me motiva por exemplo, pela aposta na juventude e no seu futuro, em termos de emprego, direitos, realização, bem-estar. No fundo, há uma aposta na ousadia da juventude em busca da sua afirmação e do seu papel e/ou lugar no país.

Para as eleições presidenciais de 2011, decidi então apoiar a candidatura de Manuel Alegre. Pela pessoa, pelo que defende, pelo que propõe. Tomei esta decisão muito antes da formalização do apoio do Partido Socialista, tal como muitos outros militantes o fizeram.

Manuel Alegre deve ser o cidadão deste país que diz a palavra “Pátria” de forma mais verdadeira e sincera, com uma sonoridade especial, com um sentimento de pertença a uma identidade colectiva, que a faz ser mais do que uma simples palavra. E é também de uma defesa da nossa cultura que precisamos neste momento. De alguém que seja capaz de contribuir para a confiança e para a unidade nacional, e não para um clima de suspeição ligado aos cargos públicos. De alguém que promova a nossa identidade, num momento com oportunidades resultantes da integração num mundo globalizado. De alguém que não tem uma visão presidencialista, que considera os poderes do Presidente da República adequados, e que encara o mesmo como “provedor da democracia”.

Manuel Alegre merece o nosso voto. Um voto que não é contra ninguém, mas um voto por nós, por Portugal. Portanto, um voto com conteúdo político repleto de convicção.

Prevejo uma campanha difícil, mas empenhada e fraterna.
Prevejo sinceramente a luta de um movimento de esquerda pela esperança e confiança em Portugal.
Um movimento da sociedade, dos cidadãos, das pessoas.
Contem comigo para uma campanha de pessoas, para as pessoas e pelas pessoas.

Sak Project

De Viseu para o Mundo...



www.sakproject.com

segunda-feira, 21 de junho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

"Não vamos permitir que no grupo haja muita gente a cantar, a dar palpites, a ter um comportamento que não seja o do grupo"

Entrevista de Paulo Sérgio à TVI24 clicando AQUI.

Uma entrevista que mostra a clareza de ideias deste treinador, tanto a nível colectivo, como a nível individual, mostrando que tem bem em mente os perfis de jogadores que deseja para cada posição no terreno.

Não esconde nada, esclarece e dá confiança.

Uma lufada de ar fresco no ambiente sportinguista.


(Espero não me arrepender do que estou aqui a dizer...)

Só o Bernardino Soares ficaria satisfeito com a vitória dos Coreanos

Amanhã é necessária esta vontade, esta raça...mas com muito menos sofrimento do que há 44 anos!

sábado, 19 de junho de 2010

Saramago (1922-2010)


No Ensino Secundário, eu era um dos que criticava a escrita de José Saramago quando analisei a obra "Memorial do Convento". Aquele tipo de pontuação, aquelas falas entre vírgulas...não gostava!

Depois disso, por vontade própria, investiguei as suas obras anteriores e posteriores.

Estava errado. Aquela escrita, ao ser lida, exigia muita concentração. No entanto, apercebi-me realmente da sua excepcionalidade e genialidade. Do seu carisma. Das suas convicções. Do seu ateísmo (como ele dizia: "Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro"). Da capacidade que as suas obras tinham de atravessar gerações. Ficava tudo muito claro nas suas obras e nas suas expressões.

As suas mensagens para a sociedade portuguesa também recebiam a minha atenção. Ficam aqui algumas delas:

"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo."

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

Neste dia do seu desaparecimento, fica aqui lembrado o seu contributo para a divulgação da língua portuguesa, e também a sua relevância para aqueles que, tal como eu, foram há algum tempo despertados para conhecer melhor a sua vida e obra, e que ficam à espera do livro que Saramago não quis publicar em vida.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Frase da Semana (inevitável)


"Os golos são como ketchup: podem demorar a sair, mas vêm todos de uma vez."

Cristiano Ronaldo