domingo, 27 de setembro de 2009

Dia de Eleições


Após semanas de grande expectativa e alguma indefinição, decide-se hoje, quem irá formar o próximo Governo de Portugal, se Manuela Ferreira Leite, se José Sócrates.
Esta campanha eleitoral ficou indelevelmente marcada pelo chamado caso das escutas a Belém, que envolveu- de forma aparente- o assessor da Presidência da República para a área da comunicação. Caso tanto mais grave que, ao contrário das declarações de vontade do PR em dar todo e qualquer protagonismo, nesta fase, aos partidos políticos, a sua decisão de demitir Fernando Lima das suas funções, acabou por se repercutir, de alguma forma nas intenções de voto dos portugueses manifestadas através de sondagens.
De todo o modo, uma vez mais, os protagonistas concorrentes a estas eleições perderam uma óptima oportunidade de afirmarem, de forma clara, quais os seus objectivos e as suas propostas para o país. Ao invés, desperdiçaram o seu tempo de antena com acusações vãs e inconsequentes, degladiando as suas máquinas partidárias de comunicação, num constante ir e vir de notícias e contra-informação, que tiveram por consequência agudizar o descrédito dos eleitores pela classe política.

Analisando, por sua vez, a campanha dos dois maiores partidos, podemos fazer leituras diversas:
O Secretário-Geral do PS, após um início de campanha bamboleante, ainda na ressaca das eleições europeias, não soçobrou, e manteve, ao longo destes últimos dias de campanha uma atitude extremamente positiva, acentuando alguma obra do seu governo e, colocando enfãse em palavras como modernidade, desenvolvimento e futuro, em oposição à visão "cinzenta", de Manuel Ferreira Leite.
Por outro lado, contou com uma máquina de propaganda extremamente bem oleada, com todas as acções de campanha preparadas com toda a minúcia e pormenor, de forma a que nada falhasse para a opinião pública. Outra estratégia do PS que me pareceu decisiva foi o facto de José Sócrates ter deixado ao critério de outras figuras do PS, a crítica e o ataque sem quartel que foi feito a MFL, acentuando por um lado as fragilidades da candidatura social-democrata sem pôr em causa o seu Secretário-Geral.
José Sócrates recuperou créditos e reforçou confiança. A sua imagem encontrava-se extremamente desgastada por quatro anos bastante atribulados, onde as políticas do Governo, em muitos sectores não foi bem recebida, bem como a sua inoperatividade e falta de eficácia na modernização do país e no seu crescimento. Todos pensemos que o Primeiro-Ministro estava arrumado, mas o que é certo, é que politicamente mostrou toda a sua inteligência e sagacidade na cena política. Geriu bem os debates, conduziu bem a campanha e conseguiu, de certa forma, mobilizar o voto no PS, desacreditando o Bloco de Esquerda- bom debate com Francisco Louçã-, e aparentando uma imagem mais desempoeirada e moderna que MFL. Reuniu apoios e saiu reforçado.


Manuela Ferreira Leite restituiu credibilidade e confiança ao partido social democrata. Não se deixou condicionar pela massa de críticos- a nível interno e externo-, e chamou a si a responsabilidade de organizar o partido, sendo da sua responsabilidade a opção de nomear para líder da bancada parlamentar do PSD, Paulo Rangel, e, em seguida, avançar com este para candidato ao Parlamento Europeu, ambas as decisões com resultados extremamente positivos.
MFL resistiu aos seus opositores e implementou um estilo muito próprio de fazer política, mais comedido, mais reservado e austero e com uma visão muito própria do que defende para Portugal.
A sua campanha assentou na recusa liminar de levar a cabo as grandes obras públicas, de diminuir, de forma considerável o peso do Estado na economia, agilizando e dando eficácia aos seus serviços, reduzindo necessariamente a despesa pública que é, neste momento incomportável. Manifestou a intenção de reforçar o apoio às pequenas e médias empresas como a única forma possível e plausível de atacar o desemprego e a precariedade. Fez declarações de intenção, de exigir uma maior intervenção do sector privado na prestação de serviços públicos, nomeadamente no sector da saúde. Tudo isto disse, sem nada prometer que não pudesse cumprir, elaborando um programa de Governo simples, sem grandes trunfos, mas sério e credível.
Surgiu assim alguém que reunia a preferência e confiança dos portugueses, assente numa política de verdade e de seriedade. Apostou invariavelmente em apontar os tiques autoritários e de soberba deste Governo e do seu Primeiro-Ministro. Tentou recordar a todos os inúmeros episódios que nesta legislatura ocorreram por responsabilidade do Governo e que revelaram falta de liberdade de imprensa, condicionamento e pressão sobre a comunicação social. No entanto, a sua campanha acaba por não resultar bem, pois a cúpula social-democrata não se apercebeu, ou não quis perceber, que os portugueses começaram a ficar fartos do discurso cinzento, das palavras de austeridade, do constante ataque à " asfixia democrática", argumento que de tão utilizado acabou por ter efeitos perversos contrários contra o próprio PSD.
Outros erros de tacticismo político contribuíram para o descrédito da "política de verdade", tal como a tão badalada viagem à Madeira, bem como a opção por candidatos arguidos ou com acusação formada para a lista de candidatos à Assembleia da República, na minha opinião, episódios lamentáveis, desnecessários e muito bem aproveitados pelos opositores.
Assim um sem número de erros e más opções por parte da direcção do PSD em campanha, parecem, ao que tudo indica ter desbaratado o capital de confiança que os portugueses tinham depositado no PSD.


Manuela Ferreira Leite não se apercebeu que a melhor abordagem a esta campanha estava à vista de todos, e residia na incompetência e falhanço global do governo socialista ao longo desta legislatura. Foi olvidado, o facto de José Sócrates ter falhado em toda a linha à sua palavra e às sua promessas eleitorais. O PSD não tinha necessariamente que apresentar grandes trunfos eleitorais, apenas denunciar os erros e a ineficácia de quem estava no poder, não tinha concretizado uma única das tão propaladas reformas com eficácia e, que deixou, de forma irresístivel o país mais debilitado, mais frágil, e os portugueses a viver com cada vez maiores dificuldades. O PSD deveria ter seguido o conselho de António Guterres, que antes de ser eleito Primeiro-Ministro disse que a melhor forma de chegar ao poder, era estar quieto, não cometer erros, e deixar que o Governo caísse por si só, por desgaste dos outros e não por mérito próprio.
No entanto, os dados já foram lançados, decorre este momento a votação e aguardam-se com grande expectativa os resultados eleitorais logo à noite, não só para ver quem ganhará as eleições, mas também para ver, se, de facto, o Bloco de Esquerda conseguiu iludir os portugueses e, se o bom desempenho de Paulo Portas na campanha eleitoral se vai reflectir na votação do CDS/PP.


Para terminar esta análise parece-me relevante acentuar que, o próximo Governo Constitucional não conseguirá obter maioria absoluta, portanto aguardam-se acordos pós-eleitorais ou talvez uma grande instabilidade política, onde o Presidente da República terá uma maior relevância.
Acentuar também que, sabemos de antemão o que acontecerá se o PS ganhar eleições e Sócrates for convidado, uma vez mais, a formar Governo; teremos o mesmo Primeiro-Ministro, mas mais desgastado, mais fraco, com menos espaço de manobra, sem ideias, sem rasgo, sem iniciativa e derrotado numa batalha perdida à partida no esforço de desenvolver Portugal. Nada de bom se perspectiva, portanto.
Aguardemos, os portugueses tem a decisão nas suas mãos e concretizam-na no momento em que estas palavras são escritas. Aguardemos o desfecho.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um Grande Comício em Viseu...a caminho da vitória!

José Junqueiro - Cabeça de Lista pelo Distrito de Viseu



Miguel Ginestal - Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Viseu



José Sócrates - Primeiro-Ministro

O episódio das escutas à Presidência da República, envolto em grande polémica e de contornos pouco claros, teve, para já, um efeito imediato; Deitou por terra a aposta de Manuela Ferreira Leite em colar ao governo PS uma postura repressiva, de asfixia democrática da sociedade civil, bem como, permite à campanha socialista libertar-se desse espartilho que, até então, tinha dado lugar a tantos dissabores. Faltam 3 dias para as eleições legislativas e, apesar de a corrida eleitoral estar em aberto, este caso, condicionará e influenciará com certeza o acto eleitoral, veremos de que forma.
Aproveito para colocar aqui o texto de António Costa, Director do jornal Diário Económico, cuja opinião me parece retratar, de alguma forma, o pulsar do ambiente eleitoral por estes dias.
A campanha para as legislativas já entrou na recta final, e entrou da forma mais surpreendente, com a participação de quem prometera ficar fora dela, isto é, do Presidente da República.
As explicações continuarão a ser exigidas a Cavaco Silva, que dificilmente as dará até ao dia 27. Ora, salvaguardada a hipótese de o Presidente ter uma ‘arma secreta' para jogar, suficientemente forte para ‘virar' o rumo da campanha contra o PS e a favor do PSD, é possível anticipar os próximos dias.
José Sócrates, a quem tudo tinha corrido mal nos últimos meses, particularmente desde que perdeu as europeias, quase voltou a estar em ‘estado de graça', por mérito próprio, mas sobretudo por demérito alheio. Tendo em conta o estado da economia, o desgaste político de guerras com corporações como a dos professores e os casos pessoais que foram afectando a sua imagem, Sócrates mostra uma resistência e um fôlego impensáveis, especialmente para quem ditou tantas vezes no último ano a sua morte política.
José Sócrates vai dramatizar o discurso do voto útil, vai fugir do Bloco de Esquerda como quem foge da cruz, vai ‘esquecer' o Presidente da República até sábado, e vai apontar para a necessidade de uma estabilidade governativa que permita fazer o país sair da crise. Hoje, a quatro dias das eleições, está claramente à frente nas intenções de voto, e mais próximo de reeditar uma vitória nas legislativas do que nunca. Cavaco também ajudou à festa.
Manuela Ferreira Leite, a quem tudo tinha corrido bem nos últimos meses, particularmente desde que ganhou as europeias, está neste momento com uma estratégia do género ‘todos ao molho e fé em Deus'. A líder do PSD passou com mérito o processo dos debates a dois, foi capaz de explicar algumas das suas propostas, foi sobretudo capaz de explicar o que não quer fazer se ganhar. Mas, também como se esperava, a campanha eleitoral na rua não é o seu ambiente, e os casos que se foram conhecendo ao longo da primeira semana, nomeadamente a alegada compra de votos para as eleições internas do partido envolvendo António Preto, uma escolha sua para a lista de deputados, afectou muito o seu desempenho.
Manuela Ferreira Leite fez da verdade o eixo central da sua estratégia política para derrotar Sócrates, por isso, o caso das escutas em Belém e a forma como o Presidente demitiu um assessor não poderia ter sido em pior altura.
Nos próximos dias, Manuela Ferreira Leite só tem uma saída: dramatizar o discurso da verdade e manter-se fiel à sua estratégia, afastar-se de Cavaco Silva o mais possível, assustar os eleitores com o ‘papão' do Bloco de Esquerda e jogar os peso-pesados do partido, como já se viu com as intervenções de Marques Mendes e até de Francisco Balsemão. Ferreira Leite vai jogar mais com o coração do que com a cabeça, sabendo que está quase no período de desconto, e isso é, regra geral, uma má estratégia.
Hoje, a quatro dias das eleições, Manuela Ferreira Leite está claramente atrás nas intenções de voto, tem um caminho cada vez mais estreito, mas ainda não perdeu. E a presidente do PSD já demonstrou uma tenacidade e uma capacidade de resistência surpreendentes, por isso, está ainda a tempo de baralhar as contas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tinha que colocar aqui este post...












Um amigo atento enviou-me o texto acima reproduzido. Ele mostra qual é o código genético da campanha de Manuela Ferreira Leite. Evidencia como estão longe de ser meras "gaffes" superficiais algumas afirmações suas dos últimos meses, que regularmente se vieram acumulando, sob a estranha bonomia da comunicação social dominante e o silêncio embaraçado de muitos membros do PSD, aos quais a contaminação pelos automatismos salazarentos suscita uma real incomodidade.

Reduzir a luta política a um combate entre a "verdade" de que se tem o monopólio e a "mentira" que se procura incrustar na identidade dos adversários, como raiz de todas as suas posições, é o caldo ideológico que se encontra na atmosfera malsã que rodeia a pulsão autoritária que dá energia a todos os ditadores. Não chega para caracterizá-los, mas nenhum deles se pode dar ao luxo de a dispensar.

E a esta luz , podemos perceber que os célebres seis meses de pausa na democracia que MFL almejava para governar em paz, não foi atabalhoamento de senhora inexperiente, foi antes um apelo irreprimível de uma pulsão de "verdade" que se autolegitimou espontaneamente, para enclausurar todas as "mentiras" durante um moderado semestre.

Compreendo que se possa encarar como exagerada esta imersão de uma frágil avó no universo de ferro do defunto salazarismo. Seria, se a estivéssemos a imaginar, participando com toda a energia numa marcha da Mocidade Portuguesa Feminina, cantando o hino da restauração. Mas não estamos. Nem acreditamos que MFL pela calada da noite reze uma ave-maria, mesmo que piedosa, pela alma do ditador de Santa Comba, ou que tenha alguma saudade pungente do salazarismo.
Mas seguramente que se trata de um sinal objectivo de que, sob o verniz superficial dos lugares comuns da política quotidiana, passada que seja a camada, mesmo que apreciável, dos seus conhecimentos de economia, a MFL pouco mais resta do que um vazio cultural desolador. E quando a realidade lhe exige, pelo que tem de complexa, algo mais denso do que os lugares comuns da política e algo de menos linear do que os seus conhecimentos especializados da área económica, MFL não dispõe de recursos culturais enraizados na sua mundividência, correspondentes ao que as camadas mais superficiais do seu pensamento precisariam, para serem coerentemente prolongadas. E é assim, naturalmente, que automaticamente terá que recorrer à arca esquecida da sua identidade ideológica mais funda, às pulsões que moldaram a sua juventude. Uma juventude durante a qual, que se saiba, não sentiu o imperativo de tornar ostensiva qualquer resistência à real asfixia fascista em que viveu até 1974.

Ou seja, MFL, ao mostrar que, espontaneamente, está ainda influenciada pela ideologia conservadora que foi suporte do consulado do "financista" de Santa Comba, não revela apenas o código genético mais fundo do seu pensamento. Mostra também como o seu economicismo compulsivo não é, como nos querem fazer crer, um reflexo irreprimível da sua excelência como cultora da ciência económica, mas sim a modesta consequência do facto de, fora dessa área, MFL estar apenas atafulhada de lugares comuns político-culturais, por debaixo dos quais repousa o senso comum conservador da sua "desasfixiada" juventude, passada na "tranquila" bonomia dos "bons velhos tempos."

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Durão Barroso reconduzido como Presidente da Comissão Europeia

Durão Barroso foi hoje reeleito pelo Parlamento Europeu (PE) para um segundo mandato de presidente da Comissão Europeia, com uma maioria absoluta de 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções.
Apesar de a votação ter sido inferior relativamente há última eleição, Durão Barroso garantiu 53% dos votos, que lhe permitem conduzir os destinos da Europa por mais um mandato, tentando conciliar as diferentes sensibilidades dos seus 27 membros.
Destaque para o discurso do Presidente da Comissão Europeia que ao usar da palavra fez questão de falar em português e de agradecer, de forma particular, ao governo de Portugal, bem como ao Presidente da República, pelo apoio demonstrado.
Referir que as expectativas são elevadas para este novo mandato, sendo que a experiência do cargo já acumulada, bem como a liberdade de acção e independência serão bem superiores, visto não haver possibilidade de novo mandato e, logo, de qualquer condicionalismo. Aguarda-se agora que cada Estado-Membro indique o seu comissário para posteriormente ser sufragada a nova Comissão Europeia.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Não passa deste ano

Já algum tempo que não surge neste blogue um post sobre futebol, e parece-me o momento adequado, após as brilhantes exibições que o Benfica está a fazer e a expectativa que tem vindo a criar nos seus adeptos. Finalmente parece que a política de contratações, grosso modo foi acertada, e foram contratados jogadores para posições estratégicas necessárias, que são de grande qualidade, casos do médio brasileiro Ramires, do trinco Javi Garcia e da explosão do Fábio Coentrão, que tem sido o rei das assistências.

Mas apesar do grande investimento que foi realizado, uma vez mais, esta época, custeado com crédito à banca, e o ingresso de jogadores de qualidade indiscutível, há mais um factor esta época que, até ao momento está a ser decisivo, que foi a troca de treinador e o ingresso de Jorge Jesus.
Se nos lembrarmos da época anterior verificamos que tinhamos, de forma clara, o segundo melhor plantel do campeonato, logo atrás do FCP, no entanto os resultados obtidos a época passada evidencial outra ideia. O benfica possuia na altura bons jogadores, mas deixava muito a desejar em relação à motivação dos atletas, que deve ser uma das tarefas do treinador, bem como, a disposição táctica que apresentava em campo não era a mais adequada ao plantel que possuía. Por último, o bem falante Quique Flores, prestava-se ao incompreensível de deixar certos jogadores indispensáveis do onze titular, no banco de suplentes, que se reflectiu na deficiente produção ofensiva.

Abordando a parte económica-financeira do clube, continuo a defender que o investimento bem feito e ponderado, no caso, em bons atletas com larga margem de progressão se justifica per si, sem olvidar, por sua vez, as camadas de formação, aposta esta ganha pelo SCP. Mas apesar de concordar com esta política desportiva, começo a duvidar que Luís Filipe Vieira seja de facto a pessoa indicada para continuar a liderar o projecto Benfica, porque embora na vertente das infra-estruturas, económica e de credibilidade da própria instituição, o clube tenhaavançado e consolidado consideravelmente, depois de um período bastante conturbado, é certo, que o mandato de LFV se pautou pela escassa conquista de um campeonato, uma taça de portugal e uma supertaça, que como sabemos é insuficiente para alimentar e honrar a história e os adeptos de um clube tão titulado.
Este ano afigura-se, portanto, decisivo para clarificar se LFV pussuí ainda capacidade para continuar a liderar os destinos do benfica, visto que em caso de fracasso, a sua posição ficará bastante fragilizada
Apesar de tudo um benfiquista tem que aproveitar bem os seus momentos de alegria- não vá a maré mudar brevemente- e a verdade é que estamos a praticar um optimo futebol, com uma frente de ataque temível que ao fim de 4 jornadas já contabiliza 14 golos marcados e apenas dois sofridos, e os jogadores, por sua vez, demonstram empenho e dedicação durante todo o jogo, quiçá, encarnando de vez a mística que lhes é exigida.

Vídeo do Movimento "O Futuro é Jovem"

Nos últimos tempos, como membro da Comissão Política Concelhia de Viseu e Secretariado da Juventude Socialista, tenho sido o elo de ligação entre a candidatura do PS à Câmara Municipal de Viseu e o Movimento de jovens independentes "O Futuro é Jovem".
Tem sido um trabalho do qual todos nos orgulhamos, e que tem resultado em várias iniciativas. Deixo aqui uma das mais recentes: a gravação de um vídeo com alguns jovens viseenses que decidiram fazer parte deste Movimento de apoio à candidatura do Dr. Miguel Ginestal.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Debate Decisivo?!

Era aguardado com grande expectativa o debate televisivo entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates, alimentado nos últimos dias por todo o tipo de especulações e previsões por parte da comunicação social. Compreensível. De resto, atravessamos um período bastante conturbado da democracia portuguesa e, estas eleições revelam-se de grande importância para definir o rumo a seguir pelo país. No entanto, e segundo a análise de toda a sorte de comentadores, parece evidente que não houve uma vantagem explícita para nenhum dos lados, aliás, os dois candidatos foram iguais a si próprios.

José Sócrates, preparou muitíssimo bem este debate, estudando de forma aprofundada o programa do PSD, bem como, o passado político de Ferreira Leite, à semelhança do que havia feito com Francisco Louçã e com bons resultados então. De facto, consciente de que em causa estava, acima de tudo, o julgamento da sua legislatura, e com matéria bastante para ser usada para o atacar, o primeiro-ministro ao longo de todo o debate, esteve sempre ao ataque, tentando descridibilizar MFL, ao mesmo tempo que impedia que a sua "obra" fosse posta em causa.
Por seu lado, a líder do PSD, apostou na fórmula que lhe tem dado bons resultados, mantendo a aposta num programa pouco preciso em certas áreas, com o argumento forte de que o estado se encontra extremamente endividado e que, não pode prometer o que não pode cumprir.
Foi clara a intenção dos dois protagonistas de potenciarem as suas qualidades e méritos, para a seguir passar uma mensagem negativa do adversário. José Sócrates nas suas intervenções utiliza de forma recorrente as palavras modernidade e desenvolvimento para demonstrar a sua ambição e o projecto que tem para o país, e tenta colar uma imagem de conservadorismo e de uma política ultrapassada a MFL. Já Ferreira Leite aposta na sua imagem de seriedade política, de rigor e de verdade, sem falsas promessas para passar a mensagem de que é a pessoa mais indicada para ocupara a cadeira de S. Bento.
Não é claro, neste momento, e a duas semanas das eleições legislativas, qual a fórmula certa para vencer este sufrágio. De tal forma, que os principais candidatos possuem posturas e propõem políticas diametralmente opostas, assim como a sua campanha eleitoral é conduzida de forma diferente. O PS aposta nos comícios com grandes aglomerações de pessoas levadas por autocarros, o PSD, com um orçamento mais magro, deixa o marketing político um pouco de lado, e aposta na sobriedade da sua líder, que tem revelado ser uma boa opção.

Apesar de ter a minha opinião formada há bastante tempo e de o meu voto já estar entregue, entendo que uma larga fatia do eleitorado ainda não tenha decidido em quem votar, isto apesar dos tempos difíceis que vivemos em que é fundamental uma maior intervenção cívica por parte dos cidadãos. Percebe-se esta indecisão e este descrédito por razões óbvias e que se consubstanciam no facto de, nos dias que correm, os portugueses passarem cada vez por maiores dificuldades, o desemprego galopante, a dificuldade de acesso ao crédito, e que tem por consequência uma opinião muito desfavorável dos cidadãos em relação à classe política. Logo, não parece tão descabido quanto poderia parecer que, algumas pessoas, até de outras famílias políticas possam desta vez votar numa senhora, que já por duas vezes integrou governos de Portugal, tomou decisões em áreas como a educação e as finanças extremamente delicadas e bastante contestadas por vezes, que se apresenta a estas eleições com um projecto extremamente simples e, quiçá, alguns dirão, pobre, sem grandes bandeiras eleitorais e sem projectos megalómanos, e com um discurso algo limitado e com direito a algumas gaffes com direito a serem exploradas pela oposição.

Pergunto, por meu lado: o que terá esta senhora de tão especial e tão mobilizador para estar em empate técnico nas sondagens ( provavelmente está à frente nas intenções de voto), quando parece ser uma pessoa, como diz o Secretário-Geral do Partido Socialista, tão retrógrada, tão conservadora, e quando o seu oponente diz que tem obra feita, é brilhante ao nível do marketing político e foi considerado dos governantes mais bem-vestidos do mundo( salvo outras epítetos).

Eu avanço uma explicação; os portugueses estão fartos de falsas promessas, de grandes projectos de desenvolvimento e de crescimento económico que após as eleições nunca se concretizam; estão fartos de após quatro anos da maior legislatura do Portugal Democrático em maioria absoluta, a qualidade de vida seja bem inferior e a tão propalada obra seja parca, insuficiente e mesmo ridícula para as condições que houveram para reformar o país. As pessoas estão cansadas de tanta promessa e afastam-se irremediavelmente da política, dos políticos e de todas as suas vãs promessas.

É por isso que estão a pensar dar a oportunidade de governar a uma senhora que conta acima de 60 anos,não é conhecida pelos seus dotes oratórios, nem pela sua beleza, que se demarca dos restantes por apresentar propostas algo aquém das expectativas das pessoas, que se encontra aposentada profissionalmente e de quem dizem que é conservadora e passadista, sem perspectivas e ambição de modernizar o país. E porquê? Porque sabem que esta senhora está a falar verdade!

domingo, 13 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Intervenção

Boa noite a todos.

A maioria dos presentes já me conhece, e sabe a minha ligação à Juventude Socialista, ao Partido Socialista, e a esta candidatura.

Estou aqui convosco, mais uma vez, a representar o apoio da JS à candidatura do Dr. Miguel Ginestal, com a apresentação dos dois Mandatários da Juventude da Candidatura do PS à Câmara Municipal de Viseu.

Tenho acompanhado este caminho desde o início, ou seja, desde 2005. No entanto, este ano, vejo uma adesão ainda mais efectiva dos jovens, com responsabilidade, criatividade, organização e, nomeadamente, com consciência da importância de uma massa crítica jovem neste concelho.

De facto, tem sido um trabalho do qual a JS e o Movimento “O Futuro é Jovem” se orgulham.
Um trabalho que dá relevância aos jovens viseenses e às suas ambições e desejos.
Um trabalho de amor pelo concelho.
Um trabalho de quem quer viver num município de progresso assente em pilares como a solidariedade, economia e ambiente.
Fazemos isto, trocando o comodismo pelo prazer de apresentar ideias, e, por isso, criticando ambientes de ataraxia, como o que se vive em Viseu.

Há muitas diferenças entre esta candidatura e a de quem governa o município há 2 décadas.
Esta é uma candidatura que defende os jovens e sabe que é na juventude que reside o futuro.
Esta é uma candidatura de esperança, uma esperança de criar oportunidades para os jovens em Viseu.
Somos jovens preocupados e atentos, e por isso, tal como é referido aqui à frente: “DAMOS POR ENCERRADO O PERÍODO DE TOLERÂNCIA AO ACTUAL EXECUTIVO”. QUEREMOS UM NOVO FUTURO PARA VISEU!

Queremos:
- Uma política de povoamento e revalorização das aldeias;
- Uma política de Requalificação Urbana e de reabilitação deste nosso Centro Histórico;
- Planeamento Estratégico;
- Um plano de incentivo ao empreendedorismo;
- Um município mais desenvolvido, mais competitivo;
- Temos uma identidade local? Sim, mas é preciso valorizá-la, promovendo as dinâmicas territoriais de desenvolvimento.

Tudo isto é-nos garantido pelo Dr. Miguel Ginestal, através de uma metodologia de integração dos viseenses nas políticas municipais. Uma metodologia que diz NÃO a obras resultantes de ajustes directos.

Temos opções diferentes do actual executivo…temos outras prioridades.

- Há quem prefira gastar 6 milhões de euros com funiculares, mas que agora querem adiar a inauguração por terem receio de acidentes antes das eleições.
- Há quem prefira desertificar o Mercado 2 de Maio, através de arquitectos de renome, mas que por serem de fora, não conhecem a movimentação e dinamismo dos locais. Não seria mais eficiente e eficaz juntar os viseenses e os arquitectos da nossa terra, e em conjunto encontrar uma melhor solução para locais como o referido?
- Há quem prefira ter Parques Industriais, mas que não são mais que Parques Comerciais.
- Há quem prefira encher os cofres da Câmara com elevados Impostos Municipais.
- Há quem prefira regar os nossos jardins e relvados com água da rede pública.
- Há quem prefira deixar andar, em vez de avançar para o estudo do potencial energético dos edifícios.
- Há quem prefira desprezar as Juntas de Freguesia, não lhes dizendo no ano anterior com quanto podem contar para o ano seguinte.

São opções. A candidatura do PS tem outras prioridades.
Nas actividades económicas, nas políticas sociais, na mobilidade e segurança, na juventude, desporto e lazer, no ambiente com políticas energéticas municipais, no planeamento e urbanismo, nas freguesias com coesão social e descentralização, na educação, qualificação e emprego, na cultura e património, na administração municipal.

É por tudo isto, que a JS e o Movimento “O Futuro é Jovem” têm trabalhado. E é também por isto, que irá ser redigido um manifesto autárquico por estas duas organizações, no sentido de mostrar que é urgente criar um novo paradigma de gestão autárquica, numa abordagem na óptica dos jovens.

Está em causa a nossa cidade, as nossas aldeias. Chegou a hora de acabar com o período de tolerância!

Convido todos a fazerem parte deste combate, porque afinal é o combate pelo futuro das nossas vidas.

Eu acredito que o Futuro chega a 11 de Outubro!

Viva a JS!
Viva Viseu!

JOSÉ PEDRO GOMES
Juventude Socialista - Concelhia de Viseu

Apresentação dos Mandatários da Juventude

O Bar Estado d'Alma, na Praça D. Duarte, foi o local escolhido para a apresentação dos Mandatários da Juventude da candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal de Viseu.
Houve 5 oradores:
- José Pedro Gomes (eu);
- Guilherme Santos (porta-voz do Movimento "O Futuro é Jovem");
- Sara Calhau (Mandatária);
- Manuel Mirandez (Mandatário);
- Dr. Miguel Ginestal (Cabeça de Lista do PS à C.M.Viseu).

Com a presença de tanta gente jovem (a maior parte nunca tinha comparecido a uma iniciativa desta candidatura), confirmámos mais uma vez que tem valido a pena todo o trabalho que tem sido desenvolvido por nós jovens, que temos plena noção que é vital a existência de uma massa crítica do nosso grupo etário, no concelho de Viseu.

Deixo, no próximo post, a minha intervenção.

Algumas fotos já disponíveis:







quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A política de Sócrates

O Primeiro-Ministro José Socrates, a um mês das eleições legislativas, opta por uma campanha dirigida aos eleitores assente na necessidade do voto útil, recair, necessariamente, ou no PSD, ou no PS e referindo que a política que propõe para os próximos quatro anos diverge bastante das ideias defendidas pela actual direcção do PSD, classificando Manuela Ferreira Leite de conservadora e retrógrada. Esta abordagem ficou patente no programa "Grande Entrevista", no qual, foi notória o objectivo de dar uma imagem positiva de um governo que procura a modernidade e o progresso do país, e demonstrar que a oposição do PSD possui ideias do passado, sem visão e sem rasgo.

De facto, se tivermos por referência os últimos quatro anos de governação socialista, compreendemos que José Sócrates, necessita de atacar de forma directa MFL, e tentar passar a mensagem que, ele, é a única alternativa para levar Portugal ao caminho do sucesso. O seu grande problema prende-se com o incómodo de após a sua governação, termos um país mais endividado, com mais de 500 000 desempregados, e em que todas as reformas ficaram na gaveta. Os dados são estes, os portugueses vivem maiores dificuldades e Portugal continua a divergir da Média dos países da União Europeia. E quanto ao argumento da crise, este é completamente falacioso, porque não foi por causa da crise que o Governo perdeu a maioria absoluta, não foi pela crise que houve impossibilidade de fazer uma reforma abrangente nas áreas da justiça, saúde, administração pública, educação. Não foi devido à crise, que se viveram 4 anos de políticas reactivas e inconsequentes, de um governo que sempre pareceu mais preocupado com a sua imagem e popularidade, do que propriamente, com fazer, reformar e concretizar.

Percebe-se pois a ânsia de José Socrates de dirigir a sua campanha no sentido do ataque às qualidades/ ideias de MFL, percebe-se a sua vontade de colar ao PSD uma imagem de conservadorismo e falta de ideias. Entende-se a sua intenção de propor um programa de governo ambicioso e irrealista, de grandes preocupações sociais. Tudo isto se entende e tudo isto se percebe. No entanto, nada disto se pode perdoar. Não se pode perdoar a este governo a falta de sentido de estado, de empenhamento, de rigor, de isenção que nos presenteou nesta legislatura. Custa perdoar, quando assistimos que a comunicação social e a imprensa são alvo de repressão, ao bom estilo Salazarista. É imperdoável que uma grande maioria dos portugueses tenha imensas dificuldades em criar os seus filhos e proporcionar-lhes um bom futuro, porque os seus governantes optaram por pouco ou nada a fazer.

José Sócrates tem bons argumentos: boa retórica, boa imagem, boa propaganda, bons conselheiros, bom dinheiro, boas empresas. Mas falta-lhe o essencial: falta-lhe obra no currículo e falta-lhe seriedade no carácter e no agir, e estas são coisas que não se conquistam num mês.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Entrevista de Manuela Ferreira Leite


Ontem, dia 20 de Agosto, Manuel Ferreira Leite foi ao programa de Judite de Sousa; entrevista que decorreu sob o contexto das próximas eleições legislativas do dia 27 de Setembro.
Foram várias as ilações que se puderam retirar desta entrevista e, foi patente e visível a intenção de a Presidente do Partido Social Democrata se demarcar da política defendida pelo engenheiro José Sócrates, demonstrando assim, que existem divergências inconciliáveis entre as duas candidaturas.
Uma das ideias mais presentes em toda a entrevista foi a necessidade de "falar verdade aos portugueses", assim como, não incluir certas bandeiras eleitorais no programa de governo, que, difícilmente serão cumpridas, atacando desta forma, o irrealismo e a propensão de caça ao voto, evidenciada pelo "ambicioso" programa de governo socialista.

Outro ponto em foque foi a "asfixia democrática", que segundo FL, se tem vivido nesta legislatura, havendo um constante clima de medo e retaliação na sociedade portuguesa, perpetuado por intermédio do condicionamento da comunicação social, através de processos judiciais, à semelhança da promiscuidade evidenciada por certos socialistas no desempenho de cargos públicos em pleno exercício.

FL tentou também combater a ideia- alimentada pelo Partido Socialista- de que o PSD ainda não apresentou o seu programa de Governo- agendado para 27 de Agosto- para poder esconder dos portugueses as suas opções estratégicas. FL rebateu esta ideia, defendendo, que de há um ano para cá, em todas as suas declarações tem afirmado claramente quais são as opções do PSD para a próxima legislatura nas mais diversas áreas, avançando algumas propostas, entre as quais a necessidade de- caso não haja surpresas ao nível das contas do Estado- reduzir os impostos que tributam o trabalho e os produtos, por forma a promover as exportações e, necessariamente, a competitividade do País. Esteve também presente uma vez mais, no seu discurso, a exigência e o imperativo, de apoiar de forma mais clara as pequenas e médias empresas, com o intuito de promover e aumentar a empregabilidade, que atinge, neste momento níveis históricos. Proposta esta que, por seu lado, é já também defendida pelo engenheiro Sócrates, a par de outras propostas com um claro pendor social, ou não estivessemos em pré período eleitoral- pena é, que durante quatro anos o ouvíssemos falar( perdão), fazer tão pouco em relação às PMes, e em relação às necessidades sociais mais prementes na nossa sociedade.

Na parte final do debate, como era expectável, Judite de Sousa, interpelou FL acerca do ingresso de António Preto e de Helena Lopes da Mota nas listas de candidatos para as legislativas, num momento em que ambos são arguidos de processos com julgamento marcado.
Penso que aqui residiu o calcanhar de Aquiles da entrevista porque não compreendi/ aceitei a justificação dada por FL, ao mesmo tempo que me é completamente incompreensível que, após o partido se ter notabilizado e distinguido por certa forma de estar que, impedia que candidatos que estivessem envolvidos em processo-crime pudessem integrar listas a sufrágio, e que se manifesta agora em capital perdido perante a situação actual. É de certa forma incompreensível esta inflexão de forma de agir, após ter liderado uma nova forma de fazer política ao proibir duplas candidaturas, levando o PS a reboque desta opção, que, na minha opinião teve repercussões no eleitorado.

Grosso modo, a estratégia de FL, pautou-se pelo acentuar da exigência de implementar uma política económica rigorosa, cortando essencialmente nos gastos e na despesa do Estado,- que se encontra balofo e ineficiente nas suas tarefas- e apostando em reformas de base na área da justiça, da segurança, do ensino e da saúde, consideradas pilares basilares do nosso Estado de direito democrático. FL aposta num discurso sem floreios e artifícios oratórios,e que, reside no imperativo de tornar Portugal num País competitivo, mais justo e homogéneo, elevando o nível de vida das populações, mas, sem prometer fundos e mundos que, ao liderar o governo de Portugal, não possa levar a cabo.
De certa forma, é cada vez mais evidente a diferença de postura e de política entre FL e José Sócrates, que, ao longo do tempo, tem vindo a acentuar-se, e que, demonstra de forma efectiva e clara que há duas perspectivas completamente opostas para o País, resta ao povo português fazer as suas opções.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Silly Season


Apelida-se de silly season a este período de tempo que medeia o final do mês de julho e o fim do mês de agosto, e que, comummente, significa a ausência de qualquer tipo de interesse e de actividade nas mais diversas áreas, com enfoque para o abrandamento da actividade político- partidária, com a ida para férias de grande parte da nossa classe política. No entanto, haverão outras coisas que dão muito que falar nesta altura do ano, tal como, o recrudescimento da discussão em torno da justiça. Assim que os tribunais entram em férias judiciais aproveita-se para fazer um balanço e análise do ano judicial, que salvo raras excepções, é sempre, mais que negativo e sem solução à vista.

De qualquer forma, existem todos os anos alguns motivos de interesse que vão prendendo a atenção dos cidadãos, caso das pré-épocas dos clubes de futebol, que nos fazem sair mais cedo da praia e seguir religiosamente, jogos de futebol das nossas equipas, contra clubes da terceira divisão suíça e, cuja exibição é miserável e o resultado desolador- salvo o grande Benfica nesta pré- época. De todo o modo, é um hábito- mau por sinal- que acompanha todos aqueles que gostam de futebol e que se repete ciclicamente todos os verões.

Este Verão, fomos presenteados com dois tipos de notícias recorrentes: A inesperada morte do rei da Pop, Michael Jackson, bem como os constantes alertas de contágios provocados pelo vírus H1N1, vulgo gripe A. O primeiro caso trata-se, de forma clara, de um abuso e excesso de informação sobre uma situação sobre-explorada e que, alimenta apenas a curiosidade mórbida de alguns, sem qualquer benefício palpável para a maioria dos cidadãos. Já no segundo caso, cabe à comunicação social a responsabilidade de divulgar os meios preventivos e a informação indispensável à salvaguarda dos cidadãos, e, ao que chamaríamos serviço público- o que não invalida que também hajam excessos de zelo ao transmitir a informação. De qualquer forma, o relevo para a população nestes dois casos é facilmente destrinçável.

Ora, somos confrontados diariamente com dois tipos de notícias, as que possuem matéria bastante para serem publicadas ou difundidas, e aquelas que apenas o são por mero interesse comercial, visto que, do ponto de vista do interesse e da substância da notícia não tem o menor relevo. Vejamos: como é possível terem passado praticamente 2 meses da morte de um artista- que, de facto, marcou indelevelmente o mundo da música- e, ao longo deste período de tempo, os orgãos de comunicação social (ainda) fazerem peças e editarem supostas novidades, de forma incessante e rídicula, quando, de um dia para o outro, a informação de relevo residia no facto de ter passado mais um dia sem haver resultados da autópsia feita ao cantor. Este tipo de comportamento dos media é manifestamente inaceitável e demonstra que os critérios jornalísticos pelos quais se regem as redacções deixam muito a desejar, soçobrando aos interesses comerciais das empresas que detêm o seu capital e, fomentando assim uma acefalia completa e inexorável de todos aqueles que se deixam levar por este chorrilho de contra-informação.
Dá-se atenção e importância ao acessório em detrimento daquilo que é mais importante e que deve, realmente, ser transmitido e difundido, dando a entender que voltamos ao tempo do big brother e dos reality shows, em que, apesar de sabermos da exploração que estava em causa, do tipo de programa que era, também se sabia que aquele produto vendia bastante bem, e isso foi o necessário para esquecer e olvidar a ética, sem qualquer tipo de controlo e fiscalização fosse de quem fosse!
Podemos e devemos ter melhor informação, e ao contrário do que tem acontecido, podemos e devemos pugnar por um orgão fiscalizador- ERC, Entidade Reguladora da Comunicação-, verdadeiramente independente e, realmente activo e interventivo, para que se respeite de facto, não só a pluralidade da informação, mas também a sua qualidade e rigor, exigências essas que deverão ser maiores em relação a orgãos de comunicação social públicos pagos com o dinheiro dos contribuintes, ainda que estejamos em plena silly season e não haja muito para contar e falar!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Discurso

Estou aqui hoje, em nome da JS, para demonstrar uma enorme satisfação pela criação deste Movimento.
De facto, é de louvar que, numa conjuntura preocupante de afastamento progressivo dos jovens da política, surja um movimento de jovens a promover a participação cívica.
Um Movimento que prefere trocar o comodismo pelo prazer de apresentar ideias, o que nem sempre é fácil. Mas fazem isso por uma causa: Viseu, a nossa cidade, o coração de Portugal.

Como já foi dito pelo Guilherme, é essencial realçar o facto de este Movimento ser constituído por jovens independentes.
São jovens que têm um desejo em comum: um futuro para cada jovem em Viseu.
São jovens viseenses preocupados com o seu município e com as políticas do executivo camarário.
São jovens que desejam demonstrar as suas opiniões e divulgar as suas propostas para um concelho com melhor qualidade de vida para os seus habitantes.

Não é, portanto, um movimento da Juventude Socialista, ou que partiu da mesma.
É sim, um movimento de jovens que necessitavam da ajuda, do suporte, do apoio da Juventude Socialista do Concelho de Viseu, por esta estar mais habituada a estes confrontos de ideias presentes nas campanhas para Eleições Autárquicas.
Para este tipo de movimentos ter resultados efectivos, é essencial a divulgação e promoção. E neste aspecto, considerou-se que a Juventude Socialista poderia também desempenhar um papel preponderante.

Assim, daqui para a frente, vai ser notório que o Movimento “O Futuro é Jovem” e a JS vão andar de braço dado, pois ambos se revêem na candidatura do Dr. Miguel Ginestal e desejam fortalecê-la provando que todos nós lutamos pelo futuro de Viseu.

E é lutando por esse futuro e para provar que isso é verdade, que pretendemos que este Movimento não termine no dia 11 de Outubro. Este Movimento irá continuar depois das Eleições, com novas tertúlias, novas propostas, novos desafios, rumo ao futuro, acreditando sempre que é possível fazer de Viseu, uma cidade com oportunidades para os jovens!

É também nosso objectivo, criar um Manifesto Autárquico com propostas políticas concretas, simples … ou seja, algo que nos distingue positivamente da candidatura de quem governa o município há 20 anos.
Um Manifesto que vai promover um novo modelo de gestão autárquica, o qual pensamos ser possível com o Dr. Miguel Ginestal e a sua equipa.
Um novo modelo que dê um novo rumo à cidade, um novo ar.
Um novo modelo que liberte Viseu do ambiente de pressão que impede os seus agentes económicos e culturais de mostrarem do que são capazes.
Um novo modelo que oiça os cidadãos e que os integre nas políticas municipais, e nas decisões que as possibilitam.

Tanto a Juventude Socialista, como a candidatura do Partido Socialista, reconhecem a mais-valia dos jovens desta cidade, e compreendem a sua recusa em estar à margem da evolução de Viseu.

Não existe causa mais nobre e gratificante do que ajudar a nossa cidade neste momento, para que ela nos ajude num futuro próximo.

O futuro da cidade está essencialmente nas mãos dos jovens.
A juventude viseense está disposta a assumir esse compromisso!

O FUTURO É JOVEM!

O FUTURO É AGORA!


JOSÉ PEDRO GOMES (JS - Concelhia de Viseu)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Apresentação Movimento "O Futuro é Jovem"






O Movimento "O Futuro é Jovem" foi finalmente apresentado ontem na Esplanada do Fórum Viseu, em Conferência de Imprensa.

Um Movimento de jovens independentes que apoiam a candidatura do Dr. Miguel Ginestal à Câmara Municipal de Viseu.

Para terem uma noção mais efectiva do que se trata, divulgo nos próximos posts a intervenção do porta-voz do Movimento, Guilherme Santos, e a minha intervenção, em nome da Juventude Socialista do Concelho de Viseu.





segunda-feira, 13 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

Rasgar...não rasgar, verdade...inverdade

Então, Dra. Manuela Ferreira Leite? Já não quer rasgar as políticas sociais? Rasgar já não faz sentido? Assustou-se com as políticas que ia rasgar?

• O Complemento Solidário para Idosos;
• As escolas do 1.º ciclo do básico a funcionarem a tempo inteiro, até às 17:30, com inglês e refeições escolares;
• O abono pré-natal;
• A majoração do abono de família;
• O apoio público à procriação medicamente assistida para casais com problemas de fertilidade;
• O programa PARES, que tem financiado a criação de centenas de novos equipamentos sociais, nomeadamente assegurando um investimento sem precedentes na expansão do pré-escolar;
• O cheque-dentista para grávidas e crianças e jovens;
• As unidades de cuidados continuados integrados para idosos acamados e outros doentes prolongados;
• O programa de cirurgia oftalmológica, que permitiu no último ano operar — no sistema nacional de saúde — milhares de pessoas que há anos esperavam por uma simples operação às cataratas;
• O aumento da acção social escolar e o alargamento dos respectivos beneficiários;
• Os programas e-escolas e e-escolinhas;
• A reforma da segurança social, que assegurou a sua sustentabilidade e retirou Portugal do grupo de países de alto risco;
• O investimento nas energias renováveis, que tornou Portugal um caso de sucesso e um exemplo elogiado a nível internacional;
• A redução do IRC para empresas do interior e a criação de dois escalões (em que os primeiros 12.500 euros de matéria colectável são taxados a metade);
• O incentivo fiscal à actividade empresarial de Investigação & Desenvolvimento.

Pois. Eram estas. E agora a desculpa é que as políticas não passam de anúncios? Isso já parece um comentário "abrupto". Ai essa coerência...ai essa verdade...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Podem-me seguir também aqui

Fui convidado para fazer parte do grupo de co-autores do blogue "Socialistas - Objectivo 2009", em http://www.socialistas2009.blogs.sapo.pt/.
Aceitei o convite, e comecei hoje a escrever lá.
Sinto-me motivado para continuar a fazer desse blogue, não só uma base de informação do quotidiano do PS até às eleições e divulgação das candidaturas socialistas pelo país, mas também um local de debate entre socialistas ou não. Um debate que dá tanto valor ao país no geral, como a cada distrito, a cada concelho, a cada freguesia.

O objectivo é vencer 2009. Sabemos que é possível. Porque JUNTOS CONSEGUIMOS!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Arrisca Coimbra 2009

Sendo coordenador no Pelouro das Saídas Profissionais da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, apraz-me divulgar aqui o concurso de ideias de negócios "Arrisca Coimbra 2009".

Com este concurso, pretende-se estimular o desenvolvimento de conceitos de negócio susceptíveis de serem viáveis para a criação de novas empresas. É aberto a pessoas singulares ou colectivas e os prémios variam entre os 5.000 e os 500 euros.

Na avaliação das ideias, irá existir um júri que irá considerar os seguintes aspectos: a viabilidade, a originalidade, o perfil dos promotores, a capacidade de síntese e a sustentabilidade.

Serão atribuídos os seguintes prémios de acordo com a elegibilidade da ideia e do promotor: Prémio InovCapital, no valor de 5.000 euros; Prémio IEFP, de 3.000 euros; Prémio IAPMEI, de 2.500 euros; Prémio UNIVERSIA, de 1000 euros; e Prémio Coimbra Inovação Parque, no valor de 500 euros.

O prazo limite de envio das ideias de negócio é o dia 16 de Outubro.

Mais informações em: www.uc.pt, www.coimbracriativa.pt, www.academica.pt.

Curiosidade pelo resultado final...


A iniciativa Constituição 2.0, organizada pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP), tem como objectivo a construção interactiva de uma Constituição aberta. Esta iniciativa procura usar as ferramentas colaborativas e interactivas ao dispor dos utilizadores da Internet para criar uma Constituição viva para uma sociedade dinâmica.

Com o intuito de melhorar a consciência cívica sobre o que é a Constituição, o Instituto da Democracia Portuguesa lança uma iniciativa online, a Constituição 2.0, utilizando uma plataforma colaborativa wiki para que qualquer pessoa possa participar naquela que seria uma nova Constituição para a democracia Portuguesa.

Nesta plataforma web 2.0, os cidadãos podem expressar as suas perspectivas e desejos sobre os elementos que gostariam de ver presentes neste documento fundamental, com total liberdade de expressão, edição e organização.

A 11 de Julho, será realizado em Lisboa (Museu das Comunicações, 10h-18h) um debate de lançamento onde várias personalidades (bloggers, jornalistas e pessoas do meio académico) irão interagir com o público através de meios como o Twitter.

Fonte e Sites úteis:

terça-feira, 7 de julho de 2009

Mário Soares no DN


Um artigo que sublinha a impossível coligação à esquerda e a inevitável coligação de direita, depois das Legislativas. Para além da análise crítica à direita portuguesa, surge também uma crítica ao BE e ao PCP pela campanha e discursos que realizam, contra o PS e Sócrates. Para quê? Pergunta Mário Soares. E responde: "oxalá não seja para dar a vitória ao PSD ou para tornar o País dificilmente governável. Se isso vier a acontecer - espero que não - poucos meses depois, serão os primeiros a arrepender-se. Porque, ao contrário do que dizem, PS e PSD são muito diferentes no exercício do poder. Não obstante o chamado "centrão de interesses", que deploro, como socialista, mas que tem peso na política."

Para além disto, Mário Soares analisa outros acontecimentos da última semana, como o inquérito realizado ao portugueses, sobre a sua qualidade de vida e consequente (ou não) felicidade, o último debate do Estado da Nação, a escolha do Provedor de Justiça, etc.

domingo, 5 de julho de 2009

Há quem saiba o que vai fazer e mostra-o


Mais um "Fórum Novas Fronteiras" que correu muito bem, desta vez dedicado à Economia e às propostas do PS para o mandato 2009-2013, nesse âmbito.

Exacto. Propostas. De alguém que sabe o que vai fazer e que sabe que tem a obrigação de o mostrar aos portugueses. De facto, a economia constitui um dos grandes desafios do próximo governo por coincidir com a saída da crise, depois do actual ter feito o que de melhor se podia fazer nesse sentido.

Pois bem. O PS propõe, o PSD diz que rasga, mas não se sabe o que fará depois de rasgar. Distinguem-se bem estes dois partidos. E a economia e as respectivas políticas constituem só uma das muitas diferenças. De facto, com o PS sabe-se que há objectivos que fazem com que Portugal não pare. Sem desistências, e com mais acção e mais iniciativa.

sábado, 4 de julho de 2009

"Os rostos de quem quer ser presidente da Câmara de Viseu"

Fonte: Jornal do Centro (clicar aqui para ver a página do jornal com as imagens dos candidatos)

Ao contrário do que se previa, o leque dos cabeças de lista à Câmara Municipal de Viseu acabou por trazer algumas surpresas, sobretudo nos partidos mais pequenos. Entre cinco candidatos, agora todos conhecidos, há duas mulheres, Helena Sarabando da CDU e Graça Pinto do Bloco de Esquerda (BE). O CDS-PP aposta na juventude com Francisco Mendes da Silva. No PS e PSD, nada de novo, o socialista Miguel Ginestal repete a candidatura e Fernando Ruas recandidata-se pelo PSD ao sexto mandato.

Enquanto Miguel Ginestal segue a sua pré-campanha eleitoral semana a semana, depois se ter oficializado a candidatura em finais de Abril, este semana foi a vez da CDU acabar com o suspense à volta do candidato da coligação e apresentar na quarta-feira, em conferência de imprensa, Helena Sarabando Neves.

Já na semana passada, o BE tinha desfeito a dúvida ao anunciar o nome da Graça Marques Pinto.

Por apresentar está o candidato do CDS-PP, o partido não confirma o nome de Francisco Mendes da Silva, mas é dado como certo por fontes próximas do processo. Já Fernando Ruas, que ainda não marcou a apresentação oficial da recandidatura, é dado como certo pelo próprio PSD, que divulgou, na terça-feira, no final da reunião da Comissão Política Nacional, a lista dos 18 candidatos às capitais de distrito para as eleições autárquicas, onde consta o nome de Fernando Ruas em Viseu.

João Pedro Barros, ex-governador civil de Viseu e um histórico do PSD em Viseu considera "positivo" a entrada de novos rostos para a luta autarquia em Viseu porque a "vida na política faz-se da inovação das gerações, cada uma tem ideias novas, possuidora de uma visão diferentes" das coisas. Mas assume a vantagem do actual presidente, Fernando Ruas.
Outro dado positivo avançado pelo analista, é a presença de duas mulheres no leque de candidatos: "primeiro têm uma sensibilidade diferente, em segundo está na hora de acabar com a ideia que um determinado tipo de lugar é para os homens". João Pedro Barros admite ainda que podem vir a fazer um bom papel na "civilização do debate" e na forma de estar da campanha eleitoral. Já outro comentador do Jornal do Centro, João Inês Vaz, também ex-governador Civil de Viseu (PS), embora veja com bons olhos a entrada de mulheres no debate autárquico, deixa um alerta à CDU "se vier alinhada com as ideias retrógradas do PCP, nada feito".
João Inês Vaz, num olhar para a lista de candidatos "saúda a juventude do CDS" e, apesar das caras novas, entende que "o filme se vai repetir" e o concelho não se vai livrar da bipolarização, "prejudicando tudo".

Eu quero que Portugal avance

Reconhecimento Internacional: "Want to fix schools? Look to Portugal!"

Deixo neste post o link para o artigo de Don Tapscott (author, consulting company CEO, advisor to government and business leaders).

Nesta publicação feita na Internet dirigida a Barack Obama, aconselhou o Presidente norte-americano a dar a devida atenção ao exemplo Português e ao Plano Tecnológico do Governo que está modernizar o ensino e a fidelizar os alunos às escolas públicas.

Tapscott valoriza José Sócrates pela sua coragem em apostar na renovação do ensino e no seu objectivo de equipar os estudantes com computadores portáteis e acesso à internet.

So Prime Minister Jose Socrates took a courageous step. He decided to invest heavily in a "technological shock" to jolt his country into the 21st century. This meant, among other things, that he'd make sure everyone in the workforce could handle a computer and use the Internet effectively.

This could transform Portuguese society by giving people immediate access to world. It would open up huge opportunities that could make Portugal a richer and more competitive place. But it wouldn't happen unless people had a computer in their hands.

So Portugal launched the biggest program in the world to equip every child in the country with a laptop and access to the web and the world of collaborative learning. To pay for it, Portugal tapped into both government funds and money from mobile operators who were granted 3G licenses. That subsidized the sale of one million ultra-cheap laptops to teachers, school children, and adult learners.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Blur


Tenho inveja de quem está em Londres, neste momento.

E hoje, tenho uma inveja especial, por não poder estar em Hyde Park, no concerto dos BLUR.

Rrrrrrr....

Disto ninguém fala...

"Alegre ao lado de Sócrates no caso Pinho"

Manuel Alegre elogiou hoje o primeiro-ministro pela forma como resolveu a substituição de Manuel Pinho e considerou que seria "estapafúrdio" se os resultados eleitorais fossem marcados pelo incidente.

Eurosondagem implica análise cuidada


Estes são os resultados da Eurosondagem realizada entre 25 e 30 de Junho.

Apesar de o PS estar à frente e de José Sócrates ser o líder com a actuação mais positiva, é fundamental não entrar em ilusões, como se fez nas Europeias. Confiou-se demais nas sondagens.

Urge não cometer os mesmos erros, trabalhar muito e mostrar as propostas e projectos concretos, dinamizadores e reformistas para um país moderno. Porque o PS os possui, e essa é uma das características que marca a diferença em relação aos outros. Os portugueses ainda sabem isso.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Debate para segundo plano através de um gesto irreflectido

O debate do Estado da Nação foi importante? Houve medidas concretas a serem apresentadas? Que assuntos foram discutidos? Quem ganhou o debate?
Obviamente, não se fala disto. Nem disto, nem da demonstração de autoridade e liderança de José Sócrates ao tratar do assunto de Manuel Pinho rapidamente, com a escolha correctíssima de Teixeira dos Santos para acumular a pasta da Economia à das Finanças. Só se fala do gesto de Manuel Pinho. Agora, há "gozos" mas também, até quem o criticou tanto durante mais de 4 anos, vem agora dizer que afinal ele foi um bom ministro. A eterna mania portuguesa de valorizar alguém...só depois da morte, e depois de muitas críticas.

De facto, Manuel Pinho morreu para a política. Aliás, nunca tinha nascido para a mesma. Na minha opinião, foi um bom ministro, mas mau político. Em Portugal, exige-se para os ministros cada vez melhores dotes de comunicação, mais política, e menos competência, capacidade de trabalho, esforço. É assim que funciona em Portugal.

Manuel Pinho foi um ministro competente, com uma enorme capacidade de trabalho. Esforçou-se muito pela pasta da Economia que representava e tinha razões para se sentir injustiçado, várias vezes. Por trás das televisões, foi uma máquina de trabalho, mas só era reconhecido pelo que dizia para as televisões, ou seja, pelas gaffes. E foi assim que terminou a sua carreira política, com um gesto ridículo na Assembleia da República.

Quem deve estar contente com o que aconteceu é o PSD, mais propriamente Paulo Rangel, que viu a sua péssima prestação no debate da Nação e a sua birra com Jaime Gama serem completamente ocultadas pelo gesto do ex-ministro, o qual foi injustificável e irreflectido.

Conclusões do dia:
Perder um ministro desta forma é mau.
Atitude pronta de Sócrates foi correcta, mostrando autoridade e liderança.
O que parece interessar menos: Quem apresentou as melhores soluções para o país foi o PS.
O que parece interessar ainda menos: o PS e Sócrates venceram o debate do Estado da Nação.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Manuela Ferreira quando era nº2 do Governo em 2002


Opinião de Ricardo Costa - Quando eu for grande quero uma golden share

Portugal continua com os defeitos de sempre. Os privados servem o Estado e o Estado serve-se dos privados. Os tiques salazaristas mantêm-se: o Estado joga Monopólio e brinca às televisões. A PT fez uma triste figura.

Uma das coisas mais tristes de Portugal é a vontade dos governos de desenharem a nossa economia a régua e esquadro, de 'construírem' grupos económicos, de usarem a Caixa e as empresas em que participa em jogos de dinheiro e de poder, coisas que andam ligadas.
Todos os governos têm estes tiques e todos sonham em levar as suas manias e protegidos para outras paragens, em aventuras bizarras com gente pouco séria. A Venezuela foi o último desastre. Andamos de braço dado com um tiranete, como era óbvio para todos, menos para o Governo e os empresários que vêem em Chávez um Bolívar, quando o que ali está é o Mugabe a falar castelhano.
Estas manias estão enraizadas e presentes em todos os governos. As privatizações de Cavaco Silva estão cheias de exemplos destes. Guterres, Durão, Santana e Sócrates foram seguidores. Portugal é um país em que todos estendem a mão ao Estado e o Estado dá a mão a alguns.
O assalto ao BCP é exemplar. A CGD emprestou milhões a empresários para comprarem acções do BCP. Consumado o assalto, os mesmos empresários (agora falidos) contrataram a administração da CGD para se mudar para o BCP! Pormenor: o convite foi feito pelo líder da EDP, uma empresa paraestatal. E o que é que o Governo disse na altura? Que não sabia nada...
A vergonha em que a PT se enredou só existe por causa disto. A PT é uma empresa bem gerida. Conheço bem e admiro vários administradores. Fui director da SIC Notícias, quando a PT (e, depois, a ZON) detinha 40% do canal e não tenho qualquer razão de queixa. Mas neste caso a PT pôs-se a jeito num negócio feito a pedido, promovido e abençoado pelo Estado.
Estão em causa assuntos sérios: desde o início do ano que o Governo sabe que a Prisa quer vender a Media Capital. Desde essa altura a PT, onde o Estado detém uma golden share e a GGD está presente, prepara e avalia o negócio. Em 2004 Sócrates queria proibir por lei a PT de estar nos media e a PT fugia dos media. Agora queriam o contrário. Porquê? A tentação política era grande. E a tentação do negócio enorme.
Eu sei que o país não é um research da Merrill Lynch ou um powerpoint da McKinsey. Mas era difícil à PT perceber os perigos que corria? Por um punhado de euros ia resgatar um canal para os braços do Estado. O Governo nunca ia agradecer. Na política isso não existe.
Meu caro Zeinal Bava, na política pedem-nos coisas. E depois tiram-nos o tapete. Relê as "Meditações" do Marco Aurélio. Está lá tudo.