terça-feira, 30 de junho de 2009

Um Novo Modelo de Desenvolvimento - Parte II

Não somos um país competitivo, não o somos ao nível da economia, das empresas e do próprio estado. Somos um país com vários constrangimentos estruturais, a começar pelo facto de possuirmos um estado demasiado grande, burocrata, que tenta intervir em todos os sectores e em todas as áreas, prestando um mau serviço aos cidadãos, esbanjando bens e absorvendo recursos. De facto, o estado é gastador e irresponsável, sem condições para cumprir todas as suas funções de forma cabal e justa. O segredo reside na possibilidade do estado conferir aos privados a oportunidade de intervirem em diversas áreas fundamentais, tal como a saúde, transportes ou o sector da energia, tornando estas áreas bem mais competitivas, com a prestação de melhor serviço e gerindo recursos de forma racional.
Ao nível do ensino e da saúde Portugal investe ao nível dos seus consortes europeus, logo a grande diferença da nossa eficiência reside na má aplicação de recursos, na sua má gestão, e na aplicação de políticas incorrectas.

Como pode o estado português exigir à cerca de uma década, um esforço suplementar a todos os contribuintes, aumentando a carga fiscal, congelando ordenados e retirando direitos e condições, quando o próprio estado é despesista, irresponsável e não cumpridor, devendo milhões às empresas portuguesas?! Como podem os portugueses estar confiantes e investirem quando não vêem os seus esforços e os seus sacrifícios recompensados?! Estas são questões para as quais não descortinamos uma resposta plausível e que estão na base do descrédito e da desilusão sentida pela população em relação à classe política.

Devemos defender, portanto uma nova forma de fazer política e defender um novo modelo de estado, alicerçado em certos valores, tais como o mérito, o rigor, o esforço, a produtividade e a responsabilidade, fundamentais para alcançarmos uma sociedade mais justa, mais coesa e confiante, condições essenciais para ambicionarmos retomar a convergência com a Europa e atingir os seus níveis de desenvolvimento.

Penso que é fundamental também a aposta nas micro, pequenas e médias empresas, de resto constituem a grande base do tecido empresarial português, ao nível do investimento e da formação neste tipo de empresas, pois são elas que são o grande motor do investimento e do emprego no nosso país e essenciais para o aumento da produtividade.

Devemos defender também a competitividade fiscal, aliviar a carga fiscal aos contribuites e às empresas quanto ao IVA e IRC como forma de incrementar o investimento e assim combater a crise instalada.

Fazer uma discussão alargada e ponderada, sem qualquer tipo de condicionalismos, quanto aos investimentos públicos a fazer, sendo que estes são fundamentais para revitalizar a economia, é fundamental optar por aqueles que podem trazer retorno económico sem comprometer o endividamento do país.

Precisamos de reformas efectivas e estruturais ao nível da saúde, do ensino, da justiça, do próprio estado, enquanto pilares fundamentais de um estado de direito democrático. Os males e as ineficiências já se encontram identificadas, haja agora coragem para mudar o estado de coisas, sem demagogia e com uma vontade efectiva e férrea de levar estas reformas por diante.
Entendo que vivemos um período em que deve imperar o pragmatismo e a verdade aliados à vontade de realização e concretização, tendo por base um modelo de desenvolvimento assente na social-democracia, elegendo o individuo e a iniciativa privada como factores decisivos para alcançar o desenvolvimento nas mais diversas áreas. Com um estado mais curto, mais pequeno, menos interventivo e positivista, deixando ao privado a prossecução e condução das mais diversas áreas, criando também entidades reguladoras e fiscalizadoras que cumpram efectivamente a sua função, sem pressões, sem condicionalismos.

A presença esmagadora do estado deve ser afastada e reduzida ao essencial nas mais diversas áreas, como por exemplo a comunicação social, em que o serviço público devia ser contratado com os vários operadores em vez de queimar milhões em dois canais com um serviço público dúbio e insuficiente.
Um Estado mais pequeno e menos interventivo não é sinónimo de um estado menos forte ou com menos autoridade, bem pelo contrário, é um estado em que as tarefas que se propõe a cumprir serão concretizadas com outra capacidade e outra liderança, logo com melhores resultados.

O modelo de desenvolvimento que devemos defender assenta na social-democracia, e é com modelos semelhantes que evoluem os países mais desenvolvidos do mundo. É pois este modelo que devemos optar para promover a modernidade e a a melhoria das condições de vida da população, assente na iniciativa privada, na evolução tecnológica, na formação técnica e superior de capital humano, no investimento das pequenas e médias empresas e assente em reformas estruturais, efectivas em sectores como o ensino, justiça e saúde, promovendo a competitividade, produtividade, rigor e responsabilidade.
Nas próximas eleições quem souber passar melhor a imagem de rigor, e competitividade, assente na vontade de levar a cabo reformas essenciais, será com certeza o próximo Primeiro-Ministro.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um Novo Modelo de Desenvolvimento - Parte I

Portugal atravessa neste momento uma crise bem mais abrangente e intensa que a tão propalada crise internacional.
É tal como o fado e a saudade uma crise tão nossa, que acompanha todos os portugueses, com o seu costumeiro pessimismo e derrotismo. Uma crise de valores, de iniciativa, de desenvolvimento e modernidade, que nos traz à memória a ditadura salazarista em que o povo se caracterizava pela sua pequenez de espírito e resignação a um estado de coisas em que, à partida, estamos condenados a ser pobres, analfabetos e devotos de algo superior que nos salve da mediocridade reinante, quiçá ainda el rei D. Sebastião.
O nosso atraso de desenvolvimento reside numa herança histórica e cultural que, contudo, não temos sabido contrariar, em prole de uma sociedade mais justa, mais evoluída, mais moderna, um país mais rico e ambicioso.
Nos nossos dias, afigura-se fundamental que tomemos opções correctas, ponderadas e fundamentadas, e por vezes radicais e fracturantes com o passado, de forma a alterarmos o fado que nos calhou em condição.
É necessário reflectir e abordar o modelo de desenvolvimento que seguimos, se o mesmo é o mais correcto e mais justo, se é o modelo mais defensável para prosseguir o esforço de desenvolvimento e modernidade de Portugal e de melhoria da qualidade de vida da população.
Para alcançar este desiderato, deixo à consideração alguns dados sobre o desenvolvimento do país para, posteriormente, num segundo texto avançar com a crítica ao modelo actual e apresentar um novo rumo, uma nova perspectiva.
  • Portugal corre o risco de, na nossa história contemporânea de passar uma década inteira a divergir economicamente da Europa e em 2009 ocupamos o 21º lugar no ranking europeu, quando já fomos o 14º país mais desenvolvido. Enquanto outros países mais pobres começam a convergir e a desenvolver-se, Portugal afasta-se e prepara-se uma vez mais para ocupar a cauda da Europa, mas agora a 27;
  • O nível de vida dos portugueses está cada vez mais longe do nível de vida dos europeus. O nosso rendimento per capita, corrigido pela paridade do poder de compra, correspondia em 1999, a 78,4% da média europeia. Em 2008, baixou para 73,3%;
  • O endividamento das famílias é hoje, de cerca de 130% do seu rendimento disponível, já o endividamento das empresas ronda os 100% da riqueza nacional. Somos o segundo país mais endividado da zona euro;
  • O nosso défice externo tem vindo perigosamente a aumentar. Portugal endivida-se hoje, em cerca de 9% do seu Produto Interno Bruto;
  • Temos uma das mais altas taxas de desemprego da Europa e com tendência para aumentar, cerca de 600.000 desempregados, com os problemas ao nível da coesão económica e do drama social que isto acarreta para a sociedade.

Poderiam ser outros os exemplos e os mais variados. O que temos por certo reside na necessidade de mudança, a procura de novos rumos e de novas políticas. A premência da ruptura com um passado e com políticas que assentam na promiscuidade entre poder político e poder económico, em que o mais pequeno vislumbre de reforma estrutural é logo arrasado pela oposição dos grupos e interesses instalados. É fundamental rechaçar com esta falta de vontade, com esta inércia e propor de uma vez por todas políticas e reformas que possam colocar Portugal no trilho do desenvolvimento e da modernidade, com uma sociedade interventiva e atenta, consciente que a iniciativa privada deve ser, a par do estado, os motores fundamentais do desenvolvimento económico e social que devemos defender e aspiramos alcançar.

domingo, 28 de junho de 2009

A escolha de um Rosto, um Líder, um Caminho

A sondagem da Marktest para o Semanário Económico e TSF foi feita entre os dias 16 e 20 de Junho e teve os seguintes resultados:

PSD - 35,8%

PS - 34,5%

BE - 13,1%

CDU - 9,4%

CDS-PP - 4,4%.

Assim, o PSD é colocado à frente pela primeira vez, desde que o PS é Governo.

Apesar do empate técnico, da bipolarização dos votos (PS e PSD têm mais de 70%), e da descida do PS de 36,3% para 34,5%, pretendo dar uma atenção especial ao índice de popularidade de José Sócrates que foi reforçado, em oposição aos valores do partido.

Esse reforço pode ser essencial! Isto porque é inequívoco que as Eleições Legislativas possuem uma componente cada vez mais personalizada. Nestas eleições, vota-se para eleger deputados que nos representem na Assembleia da República, pois é desta constituição que surge a escolha do Primeiro-Ministro. No entanto, o que está cada vez mais por detrás do voto é a escolha de um Primeiro-Ministro, que é o candidato de cada partido. É esta a lógica eleitoral.

Por ser esta a lógica, os partidos não apresentam uma equipa. Apresentam sim, um líder partidário! Nessa altura, cada partido resume-se a um rosto. Um rosto que tem de ser capaz de congregar vontades, mobilizar a população, informar com rigor, ouvir com disponibilidade, e em vez de impôr, indicar o caminho.

Nas próximas Eleições Legislativas, a escolha de um rosto, de um líder, de um Primeiro-Ministro vai estar presente.
Só há 2 caminhos. A paragem com obsessões e medos ou o avanço com rumo e modernidade.

sábado, 27 de junho de 2009

Os subscritores:

Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;
Carlos Figueiredo, Economista;
Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;
Pedro Nuno Santos, Economista;
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.

O Manifesto que faltava

Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais

O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia

Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.

É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.

A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.

Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.

Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.

Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.

Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.

A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.

Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.

O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.

Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.

Campanhas, Debates, Eleições

Depois de o Governo ter marcado as Eleições Autárquicas para o dia 11 de Outubro, Cavaco Silva decidiu marcar as Legislativas para o dia 27 de Setembro.

Os períodos de campanha oficial são os seguintes para as Legislativas e Autárquicas, respectivamente:
- 14 de Setembro a 25 de Setembro;
- 28 de Setembro a 9 de Outubro.

É tempo de afinar as máquinas de campanha!
Espero só que Cavaco Silva se acalme um pouco apartir de agora (pelo menos foi íntegro ao decidir a data).

O debate está aí...mais ideias, mais propostas, mais projectos, menos intrigas, menos acusações, menos suspeitas... é o que desejo...um debate a sério sobre Portugal, para os portugueses!

1ª transferência não podia ser melhor

Fiquei bastante satisfeito pelas abordagens do Sporting em relação a Matías Fernandez, nos últimos tempos. Hoje, com a transferência do chileno praticamente acertada, estou radiante por um dos meus jogadores preferidos da actualidade ir vestir a camisola do meu clube.

Divulgo aqui dois vídeos, onde é possível observar as qualidades deste jogador.
Reparem bem, e comecem a pensar nas dores de cabeça que ele vai proporcionar aos adversários.




sexta-feira, 26 de junho de 2009

A morte de um ícone

As mudanças de rosto...


O sucesso...

http://www.youtube.com/watch?v=d9RXPdbP5gQ

E o que ainda vinha aí...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Chegou ao fim a batalha de um anjo...

A actriz norte-americana Farrah Fawcett faleceu hoje. Tinha 62 anos e não resistiu a um cancro colo-rectal.

CS e MFL

Reparem bem como Cavaco Silva intervém tanto à medida que as Eleições se aproximam!
E já abre excepções e tudo!

Falo-vos, obviamente, das declarações do Presidente da República, nos últimos tempos. Declarações essas, que começam a tornar-se intrigantes pela coincidência de interesses com as estratégias do PSD.

Espera-se a marcação das Eleições Autárquicas, pelo Governo, para o dia 11 de Outubro. Só faltava agora que Cavaco Silva fizesse com que as Eleições Legislativas fossem no mesmo dia! Depois de ouvir os partidos, só o PSD concorda com essa opção.

No entanto, acredito que o não vai fazer, pois ao fazê-lo, ia deixar bem vincada essa coincidência de interesses com a estratégia do PSD, mesmo que não fosse verdade. Ia ser sempre acusado disso!

Portanto, espero a marcação das Legislativas para o dia 27 de Setembro. Vamos ver.

(Deixo aqui a análise do autor do blogue "blogda-se" sobre a questão da PT e Media Capital, que tem suscitado tanta especulação política).

quarta-feira, 24 de junho de 2009

As 5 linhas do TGV de 2004


Decidi colocar aqui este link, para mostrar que, o que Manuela Ferreira Leite disse hoje, não é verdade. A propósito do TGV e do Governo onde desempenhou as funções de Ministra de Estado e das Finanças, disse que "com Espanha acordou-se apenas fazer os estudos".

Basta clicar no link e ler, para confirmar essa política de (pouca ou nenhuma) verdade.

Entrevista a uma líder (???)

Com Manuela Ferreira Leite, parece-me que o PSD não quer que se vote nele por ser o PSD. Mas sim, por não ser Sócrates. Onde está a identidade do PSD?

E já repararam naquelas frases que esclarecem bem o projecto do PSD para o país? - "não sei o que vou fazer, só sei que não vou fazer isto" (Manuela Ferreira Leite).

Entrevista a uma Economista

"Esta crise foi um abalozinho".

Manuela Ferreira Leite

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Michelle Brito e Sharapova

A brilhar em Wimbledom e a mostrar que as previsões de grande futuro podem estar bem correctas, Michelle Brito volta a suscitar o tema de sempre: os seus gritos.

O jornal "i" abordou este tema:

"Porque é que as mulheres gritam mais do que os homens?

Porque precisam de bater a bola com mais força ou porque gostam de marcar o ritmo?

Michelle Larcher de Brito foi dada como exemplo. A tenista portuguesa de 16 anos irritou tanto com os seus gritos Aravane Rezaï, ao ponto desta se ir queixar ao árbitro. O Times avança com algumas explicações, a primeira é que os gritos são uma forma de disfarçar o som da bola a bater na rede e no solo, no entanto, também servem para marcar o ritmo do jogo. Muitos tenistas dizem que o gritos saem naturalmente e Michelle confirma a teoria. O diário britânico avança ainda que as mulheres gritam mais do que os homens, talvez por influência de Monica Seles, mas também porque necessitam de mais força para bater a bola."

Neste vídeo, são comparados os gritos de Michelle Brito e Sharapova. Para ver e, fundamentalmente, ouvir...

domingo, 21 de junho de 2009

Maldita tendência de politizar tudo, neste país!

Falo-vos sobre o manifesto subscrito por vários economistas (mais propriamente sobre a vertente de acto político que muitos lhe pretendem atribuír), o qual pretende mostrar que se deve reavaliar os investimentos públicos.

Independentemente de, na lista de subscritores, estarem incluídos alguns ex-ministros e figuras ligadas mais ou menos a alguns partidos, este manifesto não pode ser encarado como um acto político. Porque é que existe sempre essa tendência neste país? (O mesmo sucede com as investigações a Câmaras Municipais e outras instituições que são sucessivamente criticadas pelo facto de serem feitas quando se aproximam eleições, por terem algum intuito político. Pessoalmente, acredito que na nossa sociedade impera a lei, e detesto esse tipo de críticas e declarações, como a última de Valentim Loureiro. É verdade que algumas investigações são feitas perto da data das eleições, mas acreditar que são ponderadas e organizadas como acto de denegrir a imagem de alguns perto das eleições, é algo que me deixa irado.)

A inquietação em relação ao objectivo do manifesto foi suscitada, talvez por alguns subscritores do manifesto terem avisado que o mesmo não era um acto político.

Mas este manifesto nem me parece que mostre que os subscritores estão contra os investimentos...querem é mais estudos, para esclarecer os investimentos. Portanto, parece-me unicamente uma proposta de adiamento dos mesmos.

Rejeito, assim, a tese que encara este manifesto como um acto político. Se concordo ou não com o conteúdo...isso já é outro assunto!

Maldita tendência!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Carlos Candal













Carlos Manuel Natividade da Costa Candal nasceu no dia 1 de Junho de 1938.

Foi membro fundador do PS, deputado na Assembleia Constituinte, na Assembleia da República em diversas legislaturas e também no Parlamento Europeu.

Foi cabeça de lista do PS por Aveiro, em 1995, contra Paulo Portas e Pacheco Pereira. Nesta altura, surgiu uma polémica que ficou na história pelo «Breve manifesto anti-Portas em português suave» que escreveu.

Em 2001, Carlos Candal candidatou-se a bastonário da Ordem dos Advogados, mas perdeu para José Miguel Júdice.

Há uns meses, defendeu um processo disciplinar contra Manuel Alegre.

Carlos Candal ia, mais uma vez, encabeçar a lista de candidatos do PS à Assembleia Municipal de Aveiro, nas eleições autárquicas de Outubro.

Faleceu ontem um membro histórico da Democracia e do Partido Socialista, um homem das causas da Liberdade.

(Como coordenador no Pelouro das Saídas Profissionais da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, deixo também aqui o LINK para o luto deste órgão, ao qual Carlos Candal também pertenceu).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"Ei...get out of here!

Essa política de (pouca) verdade

Cerca de uma semana depois das Eleições Europeias, Paulo Rangel já admite abandonar o cargo de eurodeputado se o PSD vencer as Eleições Legislativas, e se for convidado para integrar o Governo.


Ora aí está a política de verdade de um partido que, através de Marques Guedes, disse que os candidatos sociais-democratas iriam cumprir o mandato e não fariam parte das listas às autárquicas e legislativas. "Isso nem se coloca", dizia ele.


Ver notícia aqui.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Afinal foi o PSD censurado

Então não é que o CDS-PP dominou o debate na Assembleia da República, deixando para trás o PSD?

Este domínio foi possibilitado pela apresentação de uma ridícula Moção de Censura ao Governo, que foi chumbada, como era de esperar.

Esta Moção de Censura não tinha sentido nenhum, mas foi usada pelo CDS-PP como arma de liderar o debate na Assembleia da República. E nesse sentido, resultou! Até o PSD ajudou à "festa" dos democratas-cristãos, votando favoravelmente à referida moção.
Esperava mesmo a abstenção do PSD, porque tinham razões para o fazer (o facto de ser uma moção sem consequências, mesmo que fosse aprovada, pois as eleições se fossem antecipadas iam coincidir com as que vão decorrer realmente - poderia ser uma justificação).
Mas não! Colocaram-se a jeito, parecendo até que não lideravam a "direita portuguesa".

Correu bem ao CDS-PP (liderou a direita no debate), apesar de uma moção de fantasia.
PSD ficou muito mal na fotografia.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Pelo menos, um aspecto positivo

"Nas primeiras eleições de âmbito nacional em que foi aplicada a nova lei da paridade, a representatividade das mulheres na lista de eleitos aumentou 11%. As eurodeputadas ocupam agora 36% do número de assentos nacionais no Parlamento Europeu. Portugal sai da metade inferior da tabela dos Estados membros no que se refere à paridade entre os géneros.

Portugal deu um salto de 11% nos níveis de paridade dos eleitos ao Parlamento Europeu (PE). A lista dos novos eurodeputados nacionais regista 36% de mulheres e 64% de homens. Valores que fazem o País ultrapassar a média da União Europeia (UE) em termos de paridade, ao contrário do que sucedia até agora."


Diário de Notícias