sábado, 10 de abril de 2010

Tragédia Grega

Por Wolfgang Munchau (Financial Times):


Arrisco a fazer duas previsões. A primeira é que a Grécia não vai entrar em bancarrota este ano. A segunda é que a Grécia vai entrar em bancarrota.

O governo grego mostrou que ainda é possível pedir dinheiro emprestado a uma taxa de juro de 6%, no entanto, se fizermos as contas à dinâmica da dívida pública, verificamos que não há alternativa à bancarrota.

Para resolver o imbróglio grego será preciso pôr em prática uma de cinco soluções. A primeira, e a mais optimista, implica uma desvalorização significativa do euro sustentada por uma forte retoma na zona euro. A segunda passa por a Grécia ter acesso a empréstimos com juros baixos da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional. A terceira pressupõe a reestruturação da dívida do sector privado para impedir a deflação da dívida nos moldes teorizados por Irving Fisher. A quarta envolve a saída da Grécia da zona euro. A quinta é, muito simplesmente, a bancarrota.

Se analisarmos as soluções uma a uma verificamos que a primeira é improvável. A segunda foi descartada pela UE e a terceira implicaria um ‘bail-out' adicional dos bancos europeus. A quarta seria do agrado dos alemães, mas a Grécia não é estúpida ao ponto de sair da zona euro. Resta a quinta hipótese: entrar em bancarrota mantendo-se na zona euro.

Por enquanto, a Grécia vai sobreviver graças à excelente gestão da dívida, razão pela qual defendo não ser necessário um ‘bail-out' a curto prazo, muito embora isso possa ser uma desvantagem para a Grécia dada a política económica da UE. Os complacentes líderes europeus só tomarão uma atitude se a crise for iminente e visível. No caso grego, a posição de liquidez é melhor do que a posição de solvência.

Ora, a insolvência é um processo gradual e invisível. Os efeitos negativos da dinâmica de deflação da dívida ainda não começaram a manifestar-se, mas são inevitáveis porque o sector público e privado se encontram, simultaneamente, em processo de redução da dívida. Neste contexto, talvez seja demasiado optimista da minha parte pensar numa taxa de crescimento nominal de 2%. No entanto, e mesmo que esta previsão excessivamente optimista se concretizasse, dificilmente a Grécia poderia evitar uma situação de bancarrota.

Só há duas visões intelectualmente honestas sobre a união económica e monetária. Primeira: não poderia funcionar porque a dado momento os interesses nacionais de um país iriam colidir com os da união monetária no seu conjunto. Segunda: poderia funcionar, mas para isso os estados membros teriam de coordenar a política económica a curto prazo e aceitar uma união orçamental minimamente satisfatória a longo prazo. A mensagem da UE em geral e da Alemanha em particular é muito clara: a segunda opção foi posta de lado.

Fonte: Economico.pt

terça-feira, 6 de abril de 2010

Frase da Semana


"Vocês são as próximas vítimas".

Theodoros Pangalos, vice primeiro-ministro grego, sobre Portugal.
05/04/2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Discurso na apresentação da candidatura de Lúcia Silva


Estamos aqui hoje por uma razão: pela apresentação da candidatura da Prof. Lúcia Silva à liderança da concelhia do PS.

Conheci a Prof. Lúcia há pouco tempo, mais propriamente, na preparação da campanha para as eleições autárquicas, quando fui o responsável pela campanha ligada aos jovens e quando a Prof. Lúcia Silva era candidata à freguesia de Coração de Jesus. Foi uma grande candidatura, cheia de dedicação e mobilização. Os resultados foram negativos, mas isso não retira os méritos da candidatura. Isso só mostra que essa mobilização tem de começar muito tempo antes!

E por falar em mobilização, quero rapidamente dizer o que tem sido feito pela JS neste início de mandato, ou seja, desde Janeiro.
- Estivemos presentes nas Assembleias Municipais;
- Participámos nas iniciativas do Dia da Mulher, organizadas pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Viseu;
- Estivemos presentes numa Conferência sobre “Os Novos Desafios do Poder Local”, na Pousada de Viseu;
- Num Workshop sobre Desenvolvimento Regional, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
- No Fórum Novas Fronteiras, em Braga;
- Fomos interventivos no Congresso Distrital da JS, em Moimenta da Beira. Fomos a única concelhia do distrito a apresentar uma Moção Sectorial, a qual foi aprovada por unanimidade pelos delegados presentes. Uma Moção sobre Emprego, Empreendedorismo e Emancipação, a qual chamámos de “Política dos 3 E’s”.
- Temos enviado Comunicados para a Comunicação Social divulgando as nossas opiniões e intervenções (temos enviado 1 por semana).
- Já temos facebook, twitter e estamos a obter informações com vista à criação do nosso site oficial. Para além da sociedade real, queremos estar presentes na sociedade virtual, porque temos de nos adaptar a formas de comunicação que são eficazes e eficientes, nomeadamente para um público jovem.

Assim, estamos a construir e a estabelecer as bases para poder ir para o “terreno” e divulgar todas as acções com sucesso. Defendemos que acções sem divulgação, sem comunicados, significam o mesmo que não as realizar.

Estou a dizer tudo isto, pois consideramos que o PS deveria fazer o mesmo, ou seja, intensificar a sua actuação tanto na sociedade real, como na sociedade virtual. Portanto, apesar de ainda existir muito para fazer, demos já início ao cumprimento dos 3 pilares que sustentaram a minha candidatura à liderança da concelhia da JS: mais e melhor intervenção, mais e melhor visibilidade, mais e melhor formação.

Cumpriremos os 3 pilares, e para provar esse objectivo, posso dizer aqui que, na primeira reunião da Comissão Política Concelhia do PS, a JS estará presente e apresentará um Plano de Actividades com Estimativas de Gastos, o qual está previsto nos próprios Estatutos da nossa organização, mas nunca foi feito aqui em Viseu. Será um documento que mostrará a organização, empenho, planeamento e responsabilidade da JS, e que vai deixar bem vincada a nova relação entre JS e PS, uma nova parceria, apesar das acções autónomas.

Nos últimos tempos, a Prof. Lúcia tem-me dito algumas coisas, as quais passo a citar:
“A minha candidatura só faz sentido se for realizada com a Juventude”, e “Como Professora de Jovens, todos os dias, eles fazem-me acreditar no Futuro”.
É com estas palavras da Prof. Lúcia que termino esta minha intervenção e dirigindo-me a si, digo-lhe:

Conte comigo, e com o meu apoio!
Conte com a JS, e com a nossa crítica construtiva!
Conte connosco, e com a nossa intervenção e mobilização!

Porque Viseu precisa de um PS forte e dinâmico!
Porque Viseu merece mais e melhor!

Viva a JS! Viva o PS! Viva Viseu!

domingo, 28 de março de 2010

Frase da Semana


"É bom que o país se vá habituando ao PSD da Madeira ter cada vez mais posições diferentes do PSD nacional, em tudo."

Alberto João Jardim, 26/03/2010

Pedro Passos Coelho, eleito o 16º líder do Partido Social Democrata

Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD, eleito com 61% dos votos. Paulo Rangel obteve uma votação de 34%, enquanto José Pedro Aguiar Branco mobilizou 3% dos votantes. Castanheira Barros ficou-se pelos 0,2%.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Frase da Semana

" This is a big fucking deal"

Joe Biden- Vice Presidente dos Estados Unidos da América

quarta-feira, 24 de março de 2010

Reforma do Funcionamento do Sistema de Saúde nos E.U.A.

No domingo à noite, nos Estados Unidos da América ( E.U.A), foi aprovado pela Câmara de Representantes, pela maioria democrata, a polémica lei da reforma do funcionamento do sistema de saúde.
A aprovação desta lei visa o alargamento de cuidados de saúde a cerca de 95% da população norte-americana, ou seja, garante o acesso de 32 milhões de pessoas que antes não gozavam de cuidados médicos ( até a este momento, apenas 85% da população gozava do acesso à saúde), numa reforma que está avaliada em 940 mil milhões de euros ( cerca de 693 mil milhões de euros).

A par da lei da segurança social de 1935 e da lei que criou o medicare em 1965, esta reforma marca um momento histórico na vida política norte-americana e o seu presidente, Barack Obama fica, indissociavelmente, ligado a esta aprovação.

Nas suas palavras, " respondemos à chamada da história e provámos que somos capazes de fazer grandes coisas e lidar com grandes desafios". Esta é, na verdade, uma vitória de Barack Obama, por ter mobilizado todos os esforços, e todo o seu capital político nesta questão fundamental. De facto, a importância desta lei, mas também da sua controvérsia, demonstram-se pela incapacidade de vários presidentes em conseguirem a sua aprovação, entre eles, Harry Truman, John F. Kennedy e Bill Clinton, uma lei que foi apelidada de " dossier politicamente tóxico e impossível de resolver".

Ao presidente dos Estados Unidos da América, era publicamente reconhecido o seu espírito apaziguador, mas, ao mesmo tempo, a sua resolução em levar por diante uma alteração do paradigma da política norte-americana. Faltava passar das palavras aos actos, e, de forma inequívoca, contra uma fatia considerável da população americana, Obama mostrou espírito combativo e uma vontade irresístivel para aprovar a reforma da saúde. Conquistou, portanto, o seu lugar na história e soube estar à altura das exigências relativamente a uma questão nada consensual, que há demasiado tempo vinha sendo debatida.

Uma vez mais, demonstro a minha admiração, não pelo homem, mas pelo político, porque conseguiu dar numa primeira fase, esperança a todos aqueles que esperam um mundo melhor e mais justo. Agora, afirma a sua determinação e resiliência ao ser "fiel às suas convicções, e ter a coragem de fazer o que está certo".

Outras batalhas se aproximam como a reforma da regulação do sistema financeiro, a reforma da lei da imigração, ou mesmo a gestão das frentes de guerra no Iraque e no Afeganistão, com a certeza de que esta administração norte-americana liderada por Barack Obama tem o estímulo e a vontade de se bater pelas melhores causas. Assim os esperamos!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Uma nova relação, uma nova parceria, mantendo a nossa acção autónoma

Dia 27, às 18h, no Solar dos Peixotos (Assembleia Municipal), decorrerá a apresentação da candidatura de Lúcia Araújo da Silva à liderança da Concelhia de Viseu do PS.

Agradeço o convite e lá estarei.

Como Coordenador da Concelhia de Viseu da JS, darei o meu contributo para mostrar a vitalidade do PS Viseu e para provar o início de uma nova fase na relação entre PS e JS, depois dos novos órgãos eleitos nas duas organizações.

domingo, 21 de março de 2010

Fórum Novas Fronteiras, em Braga - JS Concelhia de Viseu presente!

Que demonstração de força das ideias e pessoas do PS. Respira-se confiança e estabilidade para enfrentar os desafios de Portugal!

Balanço muito positivo, com belíssimas intervenções e um grande discurso de José Sócrates. Com um Governo preparado, estável e atento, as prioridades estão bem definidas para os Desafios do período 2010-2013.

sábado, 20 de março de 2010

Frase da Semana

"O documento é credível".


Durão Barroso, sobre o PEC.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Moção aprovada por Unanimidade!


No passado Sábado (13 de Março), decorreu em Moimenta da Beira, a XII Convenção Distrital da JS Viseu.
A Juventude Socialista da Concelhia de Viseu marcou presença através de 13 delegados eleitos. No entanto, para além da nossa presença, quisemos ainda apresentar uma Moção Sectorial, da qual fui o 1º subscritor, intitulada de “Política dos 3 E’s – Emprego, Empreendedorismo e Emancipação”. Esta Moção foi sufragada por todos os delegados eleitos pelas várias concelhias, e foi aprovada por unanimidade.

A apresentação da Moção surgiu da ideia de estabelecer na JS, uma acção política direccionada para o que decidimos chamar de “Política dos 3 E’s – Emprego, Empreendedorismo e Emancipação”. De facto, se queremos que a JS seja o think tank da esquerda moderna portuguesa, temos de continuar a lutar pela autonomia dos jovens e pela sua plena realização pessoal e social.

É neste sentido que consideramos que o processo de autonomização ou emancipação dos jovens depende fortemente de factores como o Emprego e o Empreendedorismo.
Encaramos estes factores como elementos básicos de auto-sustentação e realização pessoal, pelo que os jovens em fase de transição para a vida adulta desejam vê-los, cada vez mais, como garantidos.

A criação de emprego jovem, a demonstração de formas mais eficazes de o procurar, a ajuda no sentido de facilitar o contacto com entidades empregadoras, o incentivo ao Empreendedorismo, a aposta na formação profissional, e a preparação/formação dos jovens no sentido de evitarem condições precárias, constituem 6 pilares que a JS deve assumir na sua acção.

Em relação aos 3 primeiros pilares, consideramos que a JS deve organizar iniciativas como Feiras de Emprego ou Semanas de Emprego, Workshops de Técnicas de Procura de Emprego (elaboração do curriculum vitae, carta de apresentação, preparação de entrevista com empregadores), divulgação de Sessões de Recrutamento efectuadas nomeadamente em Instituições de Ensino Superior, divulgação de sites importantes e facilitadores do conhecimento da oferta de emprego existente. Para além disto, pensamos que a coligação da nossa marca “JS” a eventos realizados no distrito, que promovam os pilares referidos, também pode constituir uma forma eficaz de agir, na medida em que acaba por divulgar positivamente a nossa organização.
Para tudo isto, defendemos que a JS deve começar a marcar a sua agenda com a mesma intensidade, tanto na sociedade real, como na sociedade digital. Neste sentido, urge a criação de um site oficial da JS Distrital que, entre aspectos essenciais como a divulgação das nossas opiniões sobre as mais diversas matérias, deve incorporar a divulgação de iniciativas ligadas ao Emprego.

Quanto aos 2 pilares seguintes, temos a dizer que o Empreendedorismo e a Formação Profissional devem ser encarados por nós, como cruciais no combate ao desemprego jovem. Neste âmbito, a acção da nossa juventude partidária deverá pautar-se pela organização de acções de formação que promovam o Empreendedorismo ou, tal como nos outros pilares, informar os jovens da existência das mesmas e, por exemplo, da existência de Concursos de Ideias de Negócio. Mais uma vez, surge aqui a importância da comunicação e informação, cujo tipo deve estar bem definido, tendo sempre em conta a necessidade de diferenciar os estudantes do ensino secundário, dos do ensino superior, e também dos que se encontram no início da vida activa. O mesmo é dizer: classes etárias diferentes, tipo de comunicação e informação diferente! É necessário passar a mensagem aos jovens de que, apesar de existirem muitos diplomados desempregados, é consensual que quanto mais formação tivermos, mais fácil será a inserção no mercado de trabalho, e portanto, mais portas se abrirão.

O último pilar diz respeito à possibilidade de os jovens serem confrontados com condições de trabalho precárias. Defendemos que, também aqui, surge um espaço de intervenção da JS, com o intuito de prevenir tais casos, através da formação dos jovens a nível jurídico, ao nível do Direito do Trabalho. Mais uma vez, a opção por acções de formação e divulgação de informação útil parece-nos essencial.

Finalmente, achamos importante assumir que a função de organização de eventos e divulgação dos mesmos nem sempre é fácil, devido a vários factores. Por isso, devemos ter também a função de exigir às Câmaras Municipais, actuações no sentido de aprofundar os 6 pilares referidos, através de Programas de Estágios, Incubadoras de Empresas, Feiras de Emprego, Portais de Emprego Online, Gabinetes de Apoio ao Empreendedorismo e à Actividade Económica.

Temos a noção que é possível o surgimento de problemas ligados à perfeita e completa execução de todas as propostas referidas. No entanto, consideramos que vale a pena que estes objectivos sejam estabelecidos, devendo orientar a nossa acção. Tudo isto, com o objectivo de proporcionar uma melhor integração no mercado de trabalho, sempre cumprindo e defendendo os valores da esquerda democrática: mais solidariedade, mais justiça, mais igualdade de oportunidades.

Corrida para a liderança

Decorreu este fim de semana, o congresso extraordinário do partido social democrata em Mafra, promovido por Pedro Santana Lopes, com vista à clarificação interna do partido e ao debate de projectos para o país.

Ressaltou deste congresso, a presença de todos os ex-líderes do partido, do seu passado recente, dentre os quais se evidenciou Marcelo Rebelo de Sousa, ausente por 11 anos deste tipo de eventos. Foi recorrente nos discursos a necessidade de blindar o partido e o apelo à sua unidade, bem como, a atribuição da responsabilidade política do estado do país ao governo socialista e ao primeiro-ministro. Esta reunião magna ficou marcada pela singularidade, da presença dos quatro candidatos à liderança do partido, num momento em que se exige uma liderança forte e assertiva no maior partido da oposição.

São algumas as evidências que se podem retirar deste congresso, e a mais efectiva prende-se- tal como esperado- pela afirmação de Pedro Passos Coelho, como o principal candidato a vencer as eleições de 26 de Março, assim como Paulo Rangel, que se apresenta como a figura mais bem colocada para disputar a vitória ao primeiro. Por sua vez, Pedro Aguiar Branco, pese embora os bons debates televisivos que realizou não conseguiu mobilizar os militantes para a sua causa e está fora da corrida.
Foi visível que a maioria dos congressistas estavam com PPC, fruto dos dois anos que este dedicou ao contacto com os militantes, correndo o país de norte a sul e mobilizando as distritais para a sua causa. De PPC, era expectável que jogasse à defesa tal como veio a fazer, e recaíam em Paulo Rangel as maiores expectativas deste congresso, de quem se esperava um golpe de asa que revertesse o estado de coisas. Apesar de ter sido de PR o melhor discurso dos quatro candidatos, este não foi suficiente- aparentemente- para ameaçar a posição de PPC.

Restam cerca de duas semanas de campanha, as candidaturas continuam a percorrer o país e restam ainda algumas intervenções na comunicação social, entre as quais, o debate de 22 de Março na RTP com os quatro candidatos que, de alguma forma, poderá dissipar algumas dúvidas.

Relativamente às ideias defendidas por PPC e PR durante esta campanha agrada-me em Rangel a convicção que coloca nas suas posições: na defesa do incremento do ensino profissionalizante; numa política de apoios e investimento descentralizada, com grande atenção para o interior do país; e na mobilização dos recursos financeiros para investimentos de proximidade que, de forma efectiva, estimulam a economia e criam emprego.

Apesar de tudo, as diferenças entre PPC e PR ( podíamos acrescentar Pedro Aguiar Branco), são de estilo, porque no essencial todos os candidatos defendem o estado mínimo, a economia assente na iniciativa privada tendo o estado como entidade reguladora.

Será decisivo, qualquer que seja o próximo presidente do PSD, que o partido se deixe de divisões- o que não significa o unanimismo do PS- e que exerça com convicção e responsabilidade o cargo para que foi eleito na Assembleia da República. Que saibamos ser uma força de equilíbrio, promovendo entendimentos quando necessários, e movendo oposição quando indispensável.

Exige-se um PSD forte, mobilizado e assertivo, com um programa credível e ambicioso. Exige-se que o PSD saiba conquistar o poder e não aguarde que este caia de podre nas suas mãos. Exige-se organização e planeamento porque em 2011, após a "reeleição" do Presidente da República, teremos, com grande probabilidade eleições antecipadas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Cortiça Democrática


Perante a suposta asfixia democrática que alegavam existir no País, o maior partido da oposição responde com a Lei da Rolha.

Desculpem, mas a marca do congresso deixou de ser o debate, os candidatos, ou a própria seta do símbolo, para passar a ser...uma rolha!

Não desejam para o País, o que aprovaram para o seu próprio partido.

Pedro Passos Coelho ou Paulo Rangel...um deles terá de tentar mostrar o contrário...

Frases marcantes do congresso

Manuela Ferreira Leite, líder do PSD

"Sabíamos que a história nos iria dar razão, mas também dos enormes custos de ter razão antes de tempo. Não nos arrependemos, antes pelo contrário", líder do PSD


Marcelo rebelo de Sousa, ex-líder do PSD

"Uma coisa é certa: não entro candidato nem saio candidato".

"Temos de trabalhar para reeleger Cavaco Silva"


Pedro Santana Lopes, ex-líder do PSD

"O primeiro-ministro não pode viver sob suspeita sobre o seu carácter e manter-se em funções: das duas uma ou se demite ou dá um murro na mesa e exige o cabal esclarecimento da situação".

"Penso que podemos evocar Chico Buarque e dizer: foi boa a festa, pá"


Marques Mendes

"Olha-se para tudo isto, que é sério e que é grave, e tem-se a sensação de viver uma espécie de fim de regime. Um pântano político, uma encruzilhada económica e social. Por muito que seja duro, a verdade é esta: cheira a fim de regime, e isto é muito e muito
preocupante".


Paulo Rangel, candidato à liderança do PSD

"Se José Sócrates é o rosto dos bloqueios da vida portuguesa, então Portugal precisa agora mais do que nunca de uma verdadeira dessocratização".


José Pedro Aguiar-Branco, candidato à liderança do PSD

"Se as próximas eleições fossem um concurso de retórica ou de especialistas ganharíamos com eles. Mas ter apenas retórica ou bons técnicos não basta para ganhar eleições".



Pedro Passos Coelho, candidato à liderança do PSD

"Não se importam que eu diga isto. Se há muito nos andamos a desentender, (dirigindo-se a Alberto João Jardim) deixe-me dizer-lhe: Não é só o senhor que sabe perdoar ao engenheiro Sócrates, eu também sei perdoar e também espero que saiba perdoar".

"E que aceite (José Sócrates) então não votar o PEC no dia 25 de Março, mas que o aceite votar quinze dias depois, se isso for necessário, depois de o discutir com o novo líder eleito do PSD".

"Eu não tenho dúvidas de que este Governo está ferido de morte e não tenho dúvidas de que aguarda um golpe de misericórdia. O que nos deve preocupar, portanto, não é saber quando é que este Governo vai cair. Não temos de ter pressa em chegar ao Governo, o que temos é de dar significado ao nosso regresso à área governativa. Devemos fazê-lo com cuidado


Castanheira Barros, candidato à liderança do PSD

"A crise é uma ficção, não existe".


Luís Filipe Menezes

"Eu votarei no Pedro Passos Coelho".


Alberto João Jardim

"Ele [Pedro Passos Coelho] disse que me perdoava a mim. Ora como eu não tinha pedido perdão a ninguém nem percebi de que é que ele me estava a perdoar, levantei-me e vim-me sentar ao lado do Paulo Rangel".



Pedro Rodrigues, líder da JSD

"Considero que o doutor Paulo Rangel é quem, no momento e nas circunstâncias atuais que o país e o partido enfrentam, melhores condições tem para mobilizar o partido, para devolver a esperança aos portugueses e para voltarmos a governar Portugal. É aquele em que acredito para unir o partido".
Fonte: Economico.pt

sexta-feira, 12 de março de 2010

Convenção Distrital

Amanhã é dia de Convenção Distrital da JS Viseu, em Moimenta da Beira.

Apresentarei uma Moção Sectorial intitulada de “Política dos 3 E’s – Emprego, Empreendedorismo e Emancipação”, a qual será sufragada por todos os delegados eleitos pelas várias concelhias do nosso distrito.

A concelhia de Viseu da JS irá encarar esta Convenção, como o local ideal para discutir as linhas orientadoras da acção da JS Distrital para os próximos 2 anos, e também para debater política nacional, em matérias como a regionalização e a educação.

Assim, comprometemo-nos a contribuir positivamente para esse debate juntamente com as outras concelhias. Tudo isto, no sentido de uma JS Distrital mais forte, mais dinâmica, e mais interventiva.

terça-feira, 9 de março de 2010

"O dia seguinte"

Fátima Ferreira, Presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Viseu

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher


A Juventude Socialista da Concelhia de Viseu esteve presente numa caminhada incluída nas diversas actividades organizadas pelo Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de São Teotónio EPE - Viseu.

As actividades foram planeadas com o objectivo de homenagear a mulher e o seu papel na sociedade de forma bastante positiva, e por isso, a nossa presença foi inevitável, tendo em conta os nossos valores como Juventude Partidária.

Neste âmbito, é importante referir que o actual e o anterior Governo fez muito pela igualdade entre homens e mulheres, nos mais diversos contextos. São exemplos: a Lei da Paridade, a entrada em funcionamento da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), o III Plano Nacional Para a Igualdade – Cidadania e Género, III Plano Nacional de Combate à Violência Doméstica, I Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos, I Programa de Acção para a Eliminação da Mutilação Genital Feminina, Plano Nacional de Acção para a implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Mulheres, Paz e Segurança, apoio ao Empreendedorismo feminino no âmbito da agenda para o potencial humano (POPH – Programa Operacional do Potencial Humano) e para a competitividade do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), Programa PARES (Alargamento da Rede de Serviços e Equipamentos Sociais), aperfeiçoamento dos domínios de intervenção no combate à violência doméstica e várias estruturas de apoio para protecção das vítimas.

Somos jovens e queremos fazer a diferença no sentido de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária. Desejamos que o dia da Mulher não seja apenas um dia de reconhecimento das mulheres. Pela defesa dos direitos das mesmas, queremos que este dia esteja presente 365 vezes por ano. As iniciativas do Governo mencionadas são um exemplo para cumprir isso mesmo. Porque a igualdade não deve ser só um princípio fundamental presente na Constituição da República Portuguesa. Deve ser também um imperativo moral, com uma actuação efectiva nesse sentido. Estaremos dispostos, como sempre, a actuar dessa forma.

terça-feira, 2 de março de 2010

Eleições para a liderança do PSD

No próximo dia 26 de Março, os militantes social-democratas, serão chamados a exercer o seu direito de voto para eleger o próximo líder da comissão política nacional do partido social-democrata.

Certos que, nos últimos 15 anos, 13 tiveram a marca socialista aos comandos de Portugal, e que os resultados obtidos, foram tudo menos animadores, é com alguma certeza que podemos afirmar que o vencedor das próximas eleições directas para a liderança do PSD, será com grande probabilidade o próximo Primeiro-Ministro de Portugal.

No entanto, e apesar de sentir os "ventos da mudança", recordo aqui o engenheiro António Guterres que, ainda como líder da oposição e após quase uma década de domínio de Cavaco Silva disse que " não são os partidos da oposição que vencem eleições, é sim o partido do Governo que as perde". E à semelhança do que dizia, entendia que a melhor forma de conquistar o poder, era nada fazer e esperar que o Governo caísse por si só. Este entendimento fazia todo o sentido à 15 anos atrás como tem toda a pertinência nos dias de hoje.

Se levarmos a cabo uma análise do que foi o comportamento do PSD ao longo destes anos em que se manteve na oposição, facilmente percebemos que foram vários os momentos menos positivos protagonizados pelas suas lideranças. De facto, não é por mero acaso, que desde há muito se apelidou o PSD, como um partido de poder, de cariz eminentemente governativo, que apenas se esforça por sobreviver na oposição.

As virtudes do PSD, que o tornaram no partido mais popular da democracia portuguesa, são também as suas principais fraquezas. A pluralidade e a qualidade dos seus quadros permitem-lhe ter a "matéria-prima" mais bem habilitada a conduzir os destinos do país. No entanto, quando em oposição, essa pluralidade transforma-se em sectarismo, num partido dividido em facções que encara a luta partidária como uma luta fratricida. Neste aspecto se distingue o partido socialista, na sua génese e no seu desenvolvimento, um partido que vive de líderes e de referências, um partido corporativista e unanimista, que não é tão rico e tão versátil, mas que em horas de "aperto", cerra fileiras em torno dos seus dirigentes, custe o que custar. É neste sentido um partido mais solidário e mais unido, que lhe tem permitido conservar o poder nos últimos anos.

É tempo, no entanto, de "lamber as feridas" e de arrepiar caminho, porque assim as responsabilidades o exigem . O País necessita, para além de um Governo forte e coeso, de uma oposição credível, preparada a todo o momento para enfrentar eleições e ser alternativa séria ao poder instalado.

É neste contexto que surgem no horizonte as próximas eleições para a liderança do PSD, que se afiguram como as mais importantes dos últimos anos. Porque tal como o País necessita do PSD, também o PSD necessita do poder, para se afirmar, uma vez mais, como a referência do crescimento económico, do desenvolvimento e da afirmação de uma nação independente e determinada a construir um destino diferente do "triste fado" a que nos querem acometer.

Tenho a convicção de que, independentemente de quem saia vitorioso das eleições de 26 de Março, presidirá aos destinos do PSD um conjunto de pessoas que tem por objectivo primeiro reverter a situação actual e renovar os votos de esperança de todos os portugueses num futuro melhor!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um ano de divergências

Este blogue completa este mês de fevereiro um ano de existência. Ao longo deste período tem sido um espaço de livre expressão da opinião de cada um dos seus autores. Tanto o José Pedro como eu, escrevemos porque gostamos, com a regularidade e sobre os assuntos que entendemos pertinentes.

A título pessoal, permite-me expressar as minhas convicções, os meus ideais, a minha indignação ou a minha discordância. Ao escrever sobre determinada matéria e ao obrigar-me, necessariamente, a reflectir sobre determinado assunto, concretiza-se um processo de auto-análise em que estão presentes várias posições, que não apenas a minha.

O facto de partilhar este espaço, com uma pessoa inteligente e perspicaz, como é o José Pedro, com outra visão e com "perspectivas diferentes" da minha, leva a que, ao formar a minha posição sobre determinado assunto, sejam sempre mais claras as opiniões divergentes,e possa de forma mais ponderada, fazer análises mais globais e rigorosas que, de outra forma, não seriam possíveis.

Sabendo que são muitas as pessoas que fazem o "esforço" por acompanharem este blogue, deixo apenas um apelo a todos os que nos visitam: deixem o vosso comentário, divirjam connosco e assinalem as vossas convicções.

Expectante que os anos vindouros continuem a ser profícuos em matéria de divergências, comprometemo-nos a continuar a exprimir as nossas opiniões, de forma livre e independente, sem outro condicionalismo, que não seja a nossa necessidade e gosto pela partilha das nossas visões da realidade.
Acompanhem-nos!

Assim vai a liderança do maior partido da oposição

"Eu continuo a dizer que ele está a mentir. Portanto, aquilo que esteve a dizer não foi verdade"

Manuela Ferreira Leite, a propósito da declaração de José Sócrates

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Marinho Pinto no JN - A bufaria

O caso Mário Crespo não é um problema de liberdade de informação, mas (mais) um sintoma da degradação a que chegou a comunicação social.

Uma conversa privada do primeiro-ministro, num restaurante, sobre um jornalista que há anos o critica publicamente, é prontamente denunciada ao visado que logo tenta criar um escândalo político.

(...)Porém, os jornalistas, em geral, julgam-se no direito de publicar as opiniões que quiserem (por mais ofensivas que sejam) sobre os governantes (mesmo violando as regras éticas do jornalismo), porque entendem que isso é direito de informar. Mas se os visados emitirem a mais leve opinião sobre esses jornalistas isso é um ataque à liberdade de informação.

O jornalismo português tem vindo a degradar-se por falta de referências éticas. Hoje, tudo vale para obter informações, incluindo o recurso a "bufos". Nos tempos do Estado Novo usava-se esse termo para designar as pessoas que davam informações à polícia política sem que ninguém desconfiasse delas.(...)

(In)Verdades

O primeiro-ministro na sua declaração ao país fala em 3 verdades. São assim as verdades de José Sócrates ou, talvez, do partido socialista, porque nunca poderão ser as verdades da generalidade das pessoas ou do país, senão vejamos:

A primeira verdade de Sócrates prende-se com o desconhecimento da intenção da Portugal Telecom em adquirir a TVI, e qualifica essas notícias de falsas. Na segunda verdade avança que nunca o Governo teve um plano para controlar ou condicionar a comunicação social. Já na terceira verdade reafirma que a comunicação social em Portugal é livre.

Verdade nº 1- O primeiro-ministro já confirmou que teve conhecimento da intenção da PT em adquirir a TVI, ao referir, publicamente, que não teve conhecimento oficial dessa informação; o Partido Popular já disponibilizou documentação referente a este caso, acerca de faxes trocados entre executivo e PT que desmentem Sócrates; as escutas que todos nós temos lido nos últimos dois fins de semana que envolvem os dois administradores nomeados pelo Governo para a PT, e que indicam de forma clara e inequívoca a promiscuidade entre executivo e a empresa pública.

Verdade nº 2- Refiro as escutas divulgadas pelo sol que não deixam margem para dúvidas; o afastamento, embora voluntário de José Manuel Fernandes da direcção do Público; o afastamento de Manuela Moura Guedes da TVI e do Jornal Nacional após manifestações públicas de desagrado do primeiro-ministro; a não publicação da crónica de Mário Crespo, após episódio público, confirmado, de chamada de atenção de Sócrates ao director de programas da SIC; os nove jornalistas processados no decorrer da última legislatura pelos artigos que escreveram. Podia continuar a enumerar as várias situações pouco claras e geradoras das maiores dúvidas, pouco dignas de uma pessoa que ocupa o cargo de primeiro-ministro.

Verdade nº3- Apesar das tentativas de condicionamento e controlo da comunicação social, parece haver claramente liberdade de expressão, portanto qualquer aproximação ao regime do Estado Novo peca sempre por exagerada.

Estas são as inverdades de Sócrates. A sua tentativa de escamotear a Verdade, e tentar passar a mensagem de que o que está a acontecer não passa de uma cabala, de um estratagema para prejudicar o Governo e a sua imagem pessoal não passam de manobras evasivas e de sobrevivência. Trago à colacção, que idênticas foram as justificações aquando dos episódios da licenciatura, dos projectos feitos na Câmara Municipal da Guarda; do caso Freeport e agora no âmbito do processo Face Oculta.

Entendo e compreendo as vãs tentativas de todos aqueles que tentam, de alguma forma, justificar e defender José Sócrates. Sei que grande quantidade das informações noticiadas são falsas e com claros objectivos políticos, tendentes a debilitar o primeiro-ministro. Mas também tenho a certeza que, se houve alguém que mais contribuiu para a sua própria queda, foi José Sócrates, porque nunca soube afastar-se da sua formação e ascensão partidária, de troca de favores e tráfico de influências, sempre devedor e sempre condicionado. Aliado a isto o seu carácter irascível e pouco tolerante. E o mais lamentável é que estas características já não são meras suposições ou tentativas de assassinato político. São evidências que se têm vindo a concretizar ao longo dos últimos quatro anos Confirmam-se na realidade de há quatro anos para cá.

Parece um desmentido... mas não é!

" Como é uma falsidade que alguma vez eu ou o Governo, à data da minha primeira declaração sobre o assunto na Assembleia da República, tenhamos sido informados pela PT, sobre as suas intenções de adquirir a TVI."
Esta frase, retirada da declaração de Sócrates, nesta noite de quinta-feira, parece desmentir aquilo que o expresso e vários comentadores afirmaram: que o primeiro-ministro, muito antes da notícia que relatava a intenção da PT em comprar a TVI, sabia do negócio.
Parece, mas não desmente. O que Sócrates deixa claro é que é uma falsidade que ele ou o Governo ( e volto a citar) "tenhamos sido informados pela PT". por qualquer razão a frase não acaba em informados, mas "em pela PT".
A fonte da informação não foi a PT, eis tudo o que é dito num comunicado que deve ter sido medido ao milímetro. Mas Sócrates poderia ter ido mais longe, apenas um pouco mais longe, e esclarecer-se - sim ou não? - já tinha conhecimento da hipótesse do negócio.
Henrique Monteiro - Director do Expresso

Notas curiosas sobre o tão falado domínio da Comunicação Social



Jornal "Expresso" e SIC - propriedade de fundadores do PSD (um deles ex-primeiro ministro: Francisco Pinto Balsemão);



Jornal "Público"
- propriedade do Engenheiro Belmiro de Azevedo;



Jornal "Sol" - accionistas e ideólogos da fundação são figuras do PSD.

Blur...no distance left to run

Documentary film about BLUR, accompanied by a live recording of their performance at Hyde Park - No distance left to run.
Official HD Trailer:

Workshop "Casos de Desenvolvimento Regional" (parte 5)


Depois destas Sessões Paralelas, começou uma “Mesa Redonda” subordinada ao tema “40 anos de Política Regional”, com a presença de António Simões Lopes (Universidade Técnica de Lisboa), Manuel Lopes Porto (Presidente da CCDR Centro de 1976 a 1989), José Palma Andrés (Director da Direcção Geral de Política Regional da Comissão Europeia), António José Carmelo Aires (Presidente da CCDR Alentejo de 1989 a 1996), David Assoeira (Presidente da CCDR Algarve de 1980 a 1996), Francisco Fernandes (Secretário Regional da Educação da Madeira), e Augusto Elavai (Director do Serviço Regional de Estatística dos Açores), e onde houve possibilidade de debate com a participação da plateia, com a inevitável discussão acerca da Regionalização.

Para finalizar, houve uma Sessão de Encerramento com Tomaz Dentinho (Presidente da APDR) e Alfredo Rodrigues Marques (Presidente da CCDR Centro).

Parabéns à APDR pelo grande evento que organizou.

Workshop "Casos de Desenvolvimento Regional" (parte 4)

Nas 3 sessões, destaco 2 temas pelo maior interesse e atenção que me despertaram:

- “GAICE – Gabinete de Apoio à Inovação, Competitividade e Empreendedorismo”, apresentado pelo orador Paulo Júlio, Presidente da Câmara Municipal de Penela, que divulgou aspectos como a localização estratégica favorável ao investimento, a proximidade aos principais eixos de mobilidade, o Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE), estratégias de eficiência colectiva e redes de cooperação, Programa Director de Inovação, Competitividade e Empreendedorismo (PD-ICE), dinamização da base económica local (atracção de investimento privado, promoção da actividade empresarial, desenvolvimento rural), promoção de cultura dos valores empreendedores, de iniciativa e de criatividade, valorização do território com atracção de visitantes e intervenções no património e ao nível das infra-estruturas. Terminou a sua apresentação com uma mensagem bastante sugestiva: “Não há territórios condenados ao fracasso”, evidenciando a importância de um modelo de desenvolvimento local bem definido;

- “A ideia de cidade inteligente como contributo para o desenvolvimento territorial”, apresentado por Gonçalo Santinha, investigador na Universidade de Aveiro. Com este tema, pretendeu demonstrar o papel das TIC no estabelecimento de redes, no sentido de novas formas de governação com novas abordagens. De facto, ficou mostrado que a chamada “atitude inteligente” constitui um novo patamar de desenvolvimento para as cidades, com conhecimento, inovação tecnológica, criatividade dos habitantes, forte liderança institucional e capacidade organizacional, procura de soluções, aumento de competitividade e sustentabilidade. Tudo isto sem a intenção de “rotular”, pois as estratégias não são reactivas, mas sim de médio/longo prazo. Melhorar a provisão de infra-estruturas de telecomunicações e serviços baseados nas TIC, aumentar a disponibilidade de informação aos cidadãos e agentes socioeconómicos, e criar meios tecnológicos para promover a participação pública nas políticas e processos de tomada de decisão são alguns dos objectivos que surgem. No entanto, apesar de a oferta das TIC ser necessária, não é suficiente, pois depende da procura e da capacidade instalada, e devem existir a perspectiva supra-local (visão estratégica) e a inter-sectorial. Foi dada relevância ao facto de nem tudo girar em torno das TIC, sendo essencial saber colocar o “e” e saber como os agentes agem, para aperfeiçoar os mecanismos de governação. Em jeito de conclusão, foi referido que é urgente a alteração da percepção convencional, com uma atitude diferente, mais inteligente, que compreenda o potencial das TIC.

Workshop "Casos de Desenvolvimento Regional" (parte 3)

Depois desta sessão plenária, o evento deu início a várias sessões paralelas que decorreram em diversas salas da FEUC. Estas sessões foram divididas com base nas regiões que iriam abordar: Galiza, Madeira, Açores, Alentejo, Norte, Centro, Norte, Lisboa e Vale do Tejo, CPLP, Algarve, outras.

Estive presente nas 3 sessões dedicadas à região Centro, com 5 temas cada.

Na primeira sessão, os temas foram: “Estudo Estratégico da Carta Educativa de um concelho da região do Baixo Vouga (Oliveira do Bairro) ”, “GAICE – Gabinete de Apoio à Inovação, Competitividade e Empreendedorismo”, “A AIBT do Pinhal Interior e as Aldeias do Xisto: novos caminhos para o desenvolvimento de territórios de baixa densidade em ambientes de montanha”, “Biocant: combining localized and distant knowledge networks on biotechnology”, “O Efeito Expectativa na antecipação do Crescimento Esperado – Caso do metropolitano de superfície no crescimento do município da Lousã”. Destaque para o tema

Na segunda sessão, os temas abordados foram: “Avaliação ex-ante de infra-estruturas rodoviárias: os efeitos no desenvolvimento regional do IC6, IC7 e IC37”, “Arbutus do Demo: Jardins de Éden em Terras do Demo”, “Oliveira do Hospital: como construir um futuro diferente?”, “Pensar o desenvolvimento – caso de Montemuro”, “A competitividade em territórios de fronteira: uma análise evolutiva à Raia Central Ibérica”.

Na terceira sessão, foram discutidos mais 5 temas: “Estrutura Ecológica / Património Industrial: elementos marcantes do desenho urbano numa cidade do interior”, “Como ter sucesso usando as vantagens sustentáveis do território em proveito próprio: o caso Queijos Matias”, “Acessibilidades e Desenvolvimento da Região da Beira Interior”, “Dinâmica Socioeconómica da Fileira da Madeira em concelhos do Pinhal Interior Sul: uma análise através do conceito de meio inovador”, “A ideia de cidade inteligente como contributo para o desenvolvimento territorial”.

Workshop "Casos de Desenvolvimento Regional" (parte 2)

Na sessão de abertura, estiveram presentes Fernando Seabra Santos (Reitor da Universidade de Coimbra), José Reis (Director da FEUC), Pedro Ramos (Revista Portuguesa de Estudos Regionais), Mário Vale (Regional Studies Association), Henrique Albergaria (FEUC), e Rui Nuno Baleiras (ex – Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e professor na Universidade do Minho).

Foi com este último que se desenvolveu a sessão plenária, falando das propriedades normativas na política nacional de desenvolvimento regional e dos vectores de mudança na política europeia de coesão para o período 2014-2020.

Em primeiro lugar, foi defendido que a política nacional de desenvolvimento regional representa a atitude pró-activa do Estado para libertar a capacidade de desenvolvimento económico dos territórios, e significa mais do que uma mera gestão de fundos estruturais, sendo essencial a existência de planeamento estratégico e de um modelo de desenvolvimento coerente com o das restantes políticas públicas.

Em segundo lugar, foi dado ênfase ao defeito do “individualismo”, como sendo uma característica dos agentes económicos portugueses penalizadora do desenvolvimento regional e, portanto, prejudicial no aproveitamento da capacidade de afirmação dos territórios. Neste sentido, a criação de instrumentos estimuladores da cooperação e do reforço das economias de aglomeração e rede, faz todo o sentido.

Em terceiro lugar, deu-se relevância ao conceito “apoio”, caracterizando o seu uso no contexto da política de desenvolvimento regional como abusivo e errado, devendo ser substituído por conceitos como “estímulo”, “desafio” ou “incentivo”. Foi defendido que estes demonstram efectivamente, o facto de os subsídios constituírem um estímulo para os beneficiários adoptarem mudanças de atitude geradoras de maior bem-estar social, em vez de serem encarados como um direito dos mesmos independentemente do seu comportamento.

Em quarto lugar, valorizou-se a prática da transparência e da prestação de contas (boletins informativos, relatórios de monitorização estratégica, financeira e operacional, programas radiofónicos, portal do QREN) sobre a aplicação dos instrumentos de política, no sentido de mobilizar actores para processos de desenvolvimento, apesar da discussão político-partidária que possa alimentar.

Em quinto lugar, a política de desenvolvimento regional foi encarada no sentido de poder ter um papel anti-cíclico, sendo necessário identificar tipologias de intervenção operacional (investimento privado com linhas de crédito com juro bonificado e cobertura de risco, e investimento público com medidas como o parque escolar, regeneração urbana, participação de municípios em Estratégias de Eficiência Colectiva – EEC-PROVERE).

Em sexto e último lugar, em relação à política europeia de coesão 2014-2020, falou-se do Relatório Barca e das várias ideias para o posicionamento da política de coesão, como pilar central do processo de integração europeu. Neste sentido, referiu-se um conjunto de melhorias nessa política, tais como: perfis temporais de transição regional entre objectivos, coordenação entre políticas com impacto territorial significativo, diálogo estratégico entre instituições nacionais e comunitárias, orientações para os resultados dos instrumentos de programação e dos sistemas de monitorização, regras de elegibilidade territorial, prémios à eficiência na gestão de fundos estruturais, simplificação dos procedimentos administrativos, e as vertentes transfronteiriças, transnacional e inter-regional da cooperação territorial europeia.

Workshop "Casos de Desenvolvimento Regional" (parte 1)


No passado dia 8 de Fevereiro, estive presente no Workshop “Casos de Desenvolvimento Regional”, realizado na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). Este evento foi organizado pela APDR (Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional), a qual decidiu proceder à publicação de um livro com casos de desenvolvimento regional. Pretende constituir uma obra pedagógica, destinada a alunos do ensino superior, e com o objectivo de “estimular a aplicação do conhecimento a situações práticas através da metodologia de discussão de casos comum em programas académicos de gestão de empresas.”
Foi um evento muito bem organizado, com uma sessão de abertura, sessão plenária, várias sessões paralelas, mesa redonda, sessão de encerramento e jantar de honra.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fernando Nobre - candidato




http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/

"Caros amigos,

Decidi escrever estas linhas, no sentido de vos comunicar pessoalmente uma decisão de fundo que tomei enquanto cidadão independente e em nome dum imperativo moral e de consciência para Portugal, uma vez que tenho, por quem acompanha este blog, a maior consideração e respeito.

Resolvi assumir um compromisso com o meu país, Portugal. Serei candidato independente, apartidário e em nome da cidadania, a Presidente da República, nas próximas eleições de 2011.

Esta é uma decisão estritamente pessoal, enquanto cidadão que sou. Muito tenho escrito e dito sobre o dever de todos nós exercermos a nossa cidadania de uma forma activa e corajosa. Sinto que o País atravessa um período em que constantemente se põem em causa os valores e as pessoas, as promessas e os projectos. E sei a gravidade que essa atitude generalizada tem no futuro de todos nós. Acredito em Portugal! Acredito nos portugueses e nas suas capacidades. Somos, no mínimo, tão bons como qualquer outro povo do Mundo. E é isso que pretendo provar, candidatando-me a um lugar no qual penso poder fazer a diferença e dar o exemplo.

Informo por outro lado que a AMI, enquanto instituição absoluta e rigorosamente apolítica, não se imiscuirá neste assunto, estando completamente à margem deste processo.

Sou e serei sempre um ser livre. Rejo-me e reger-me-ei sempre por valores em que acredito e não por qualquer outro tipo de ambição. E neste momento acredito poder vir a ser mais útil num outro contexto.

Espero que compreendam as minhas palavras quando, sexta-feira ao fim da tarde, no Padrão dos Descobrimentos, a minha decisão de candidatura for, por mim, tornada pública. E quero que saibam que a minha motivação é exclusivamente uma: acreditar que posso fazer a diferença, não me acomodando nunca.

Com a maior consideração."

Há quem se dedique a este "trabalho"

Durante a campanha para as eleições autárquicas, fiz parte do "Movimento Sócrates 2009", e estando registado no site oficial, recebia no meu e-mail várias newsletters diariamente.
Todos os que, como eu, estavam inscritos nesse movimento, começaram a receber também e-mails de outros grupos de pessoas que tentavam fazer uma campanha difamatória em relação à figura de José Sócrates e do Partido Socialista.

Esses grupos apoderaram-se da lista de e-mails do "Movimento Sócrates 2009", e espalhavam e-mails injuriosos.
Esses grupos caracterizavam-se por usarem e-mails com slogans repetidos, tais como "A 27 de Setembro de 2009 vamos mudar Portugal A 27 de Setembro de 2009 vamos mudar Portugal" e "A Democracia renascerá A Democracia renascerá".
Acho curioso que esses grupos surjam agora novamente, aproveitando todo o alarido em redor do Caso Fase Oculta e as últimas publicações do jornal "Sol".
O último que recebi veio de um e-mail com as mesmas características dos anteriores usados na campanha para as eleições legislativas: "Liberdade a chegar! Liberdade a chegar!".

Quem recebia esses e-mails, como eu, entendia facilmente a área política desses grupos.
Quem continua a receber esses e-mails, como eu, continua também a entender facilmente que quem não ganhou nas urnas, quer contornar essa situação de outra forma...
Há quem se dedique a este triste "trabalho" baseado apenas numa vontade imensa de difamar, injuriar, criar suspeições!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Foram divulgados novos dados relativamente à evolução do número de abortos praticados em Portugal. Segundo dados avançados pelo Ministério da Saúde, no primeiro semestre de 2009, realizaram-se cerca de 10.000 abortos, uma média de 55 por dia.

Podemos fazer a seguinte análise, ou estes são dados positivos, na medida que os abortos clandestinos reduziram-se de forma drástica após a despenalização do aborto, e as mulheres portuguesas passaram efectivamente a recorrer aos hospitais públicos; ou, por outro lado, o aborto passou a ser utilizado como método contraceptivo, ou melhor, a desresponsabilização por parte dos casais que deixaram de ter preocupações contraceptivas, com base no facto de terem ao seu dispôr um meio último que lhes permite impedir o nascimento de uma criança, instalou-se.

A conclusão que devemos retirar será sempre algo subjectiva porque distam ainda poucos anos desde a entrada em vigor da despenalização, consequentemente não há estudos que possam fundamentar qualquer posição logo, possuímos ainda meras indicações.

No entanto, recordo que a argumentação que tinha por base o receio de que a interrupção voluntária da gravidez viesse a ser utilizada como método contraceptivo, aquando do referendo já pesava nas considerações dos anti-abortistas e, parece-me de facto que este aumento exponencial no número de abortos, não se deve apenas à diminuição dos abortos clandestinos.

Não creio que esteja em causa, para já, uma ponderação que reflicta a validade desta lei, mas é certo, pelo menos, que o Estado Português falhou rotundamente um dos objectivos indispensáveis à aprovação da lei: A educação sexual e o planeamento familiar simplesmente não existem, e são completamente nulos. Após várias promessas ainda não avançaram com as aulas de educação sexual nas escolas e o poder político assobia para o lado sempre que se toca neste assunto.

Uma vez mais digo, todas as formações políticas e todos os seus agentes têm responsabilidade nesta matéria, mas parece-me claro que os partidos que votaram favoravelmente à aprovação da lei, em particular o partido socialista- responsável pela condução dos destinos do país-, têm demasiadas responsabilidades nesta matéria para nada terem concretizado.

Á semelhança de outras situações que se passam neste nosso Portugal, este deixa-me particularmente preocupado e envergonhado, pela importância que acarreta e as consequências nefastas que causa para a população.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Frase da Semana

"Quem se atravessasse a dizer uma palavra contra a pessoa do ditador ia parar à cadeia no mesmo dia - isso é que era censura."



Mário Soares

10 de Fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Estabilidade Governativa

Não sou daqueles que quer ver a todo o custo a cabeça do primeiro-ministro servida numa salva de prata; não me confundo com os que querem ver o seu partido no poder a todo o custo, apesar das consequências negativas para o país; não me revejo na enchurrada de comentários e opiniões que querem ver o Governo a demitir-se ou acham que o Presidente da República deve dissolver a Assembleia da República.

Não me parece de todo, que essa seja a melhor solução para o país. Vivemos um momento extremamente complicado da nossa vida política. O executivo é alvo de várias acusações extremamente graves, que não sabe ou não quer esclarecer; a justiça, não assume de forma clara a sua independência e isenção e não faz de forma eficaz o que lhe é exigido, que investigue e decida em conformidade; o país encontra-se numa grave crise, económico-financeira, social, política, que urge resolver e os órgãos da comunidade europeia têm os olhos postos na nossa actuação.

Dito isto, defendo de forma inequívoca, que o interesse nacional tem que passar pela estabilidade governativa, pelo cumprimento por parte do executivo do mandato para o qual foi legitimado pelo povo português. Parece-me que a população também não compreenderia que após três meses das eleições, fosse necessário legitimar novo executivo.

Deve imperar o interesse nacional, e efectivamente persegui-lo na prática, e deixar de apregoar o mesmo de forma inconsequente, apenas com objectivos pessoais e partidários que pouco têm a ver com o interesse do país.
Necessitamos pois, de um governo forte, empenhado na prossecução dos objectivos do país, exige-se essa responsabilidade. Por sua vez, deve nortear a oposição o sentido de estado, de serviço no interesse do país e da população.

Escuso-me a comentar a questão política e judicial em torno de José Sócrates e restante executivo, dizendo apenas que devem ser apuradas as responsabilidades pelos tribunais e esclarecidas as questões políticas, sem medos, sem receios, com determinação e isenção.
Coloca-se, porém, a questão da capacidade do primeiro-ministro possuir crédito bastante para promover as reformas que o país necessita e os combates exigíveis e necessários até ao fim da legislatura. Pessoalmente não sei, porque é uma questão que já não depende apenas da vontade de Sócrates, mas também da opinião pública, isto é, as tão propaladas condições de governabilidade que incluem a legitimidade do primeiro-ministro. Por isto, defendo a continuidade do governo, ainda que com outra figura do PS em substituição de Sócrates. Parece-me uma solução a ser ponderada e equacionada, e que teria na figura de António Costa uma boa figura.

Não me parece que esta seja uma opção inverosímel, como alguns referem, penso sim que caminhamos a cada dia, a passos largos, para que esta seja a única solução possível, tanto para o país como para o PS.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mais um...já são 4!

Aguiar Branco também avança.

4 candidatos:
Pedro Passos Coelho, Castanheira Barros, Paulo Rangel e José Pedro Aguiar Branco.

Candidato


Na abertura dos Telejornais, a partir do Hotel Tivoli, Paulo Rangel apresentará a sua candidatura à liderança do PSD.

Percebe-se agora o oportunismo da sua declaração no Parlamento Europeu.

Percebe-se agora a agenda de muitos que se manifestam amanhã "pela liberdade".

Vencendo as eleições internas, Paulo Rangel passa a ser o "novo Ribeiro e Castro" do PSD. Deputado Europeu e Líder do Partido. Resultado? Zero!

New York Times, depois de CNN, BBC e Al Jazeera

Página New York Times


"Vamos resolver o défice em 3 anos";

"É uma tarefa difícil, claro, mas estou preparado para a fazer";

"Não precisamos de qualquer ajuda de Bruxelas";

"Todos os países desenvolvidos têm problemas com os seus défices";

"Imagem de Portugal como economia atrasada é uma ideia pré-concebida";

"País realizou reformas estruturais muito sérias nos últimos anos".

Pensamentos

Quando penso em Bettencourt, penso numa arrepiante incapacidade para gerir o futebol do SCP.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sarah Palin apanhada com cábulas na mão

Sarah Palin parece ter voltado aos tempos de escola, como comprovam as notas rabiscadas na mão esquerda e captadas pelas câmaras de televisão durante um discurso da conservadora na "National Tea Party Convention", no passado sábado.

As imagens são esclarecedoras. Mostram Sarah Palin a ser entrevistada e a responder a uma pergunta consultando as notas que escrevera na mão esquerda: energia, redução de impostos, animar os americanos.

Os americanos é que não ficaram nada animados com mais um "Sarah Moment" [Momento Sarah]. A ex-candidata à vice-presidência dos EUA volta a falhar perante os eleitores, escassas horas depois de ter afirmado, numa entrevista à "Fox News", que está disponível para concorrer à Casa Branca em 2012.

Fonte: Expresso.pt

Início da Metapolítica de um camarada e amigo

E esta? Mas não abusem...

"O consumo moderado de algumas cervejas pode ajudar a fortalecer os ossos."

Em 2002, já se falava nisso...
.

Redes de Nova Geração




Acácio Pinto

Deputado do Partido Socialista por Viseu.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Enfim...


Tenho sido pressionado para falar neste blogue sobre o Sporting. É fácil compreender que a minha vontade em fazê-lo é nula. De facto, a actual situação do clube que apoio desilude-me tanto, ao ponto de acreditar que esta época se vão bater todos os piores recordes de sempre.

Podem-me acusar de ser um fraco adepto, de desistir facilmente do apoio. Provavelmente, até aceito essas acusações, pois estou farto! Estou farto dos líderes. Estou farto dos olheiros. Estou farto dos treinadores. Estou farto dos jogadores. Até estou farto do roupeiro Paulinho! Farto, farto, farto!

Já nem me custa observar as péssimas exibições, o laxismo dos jogadores, as derrotas, pois habituei-me a acompanhar todos os jogos com espectativas baixíssimas ou, mesmo sem elas.
Enfim...

A situação entre Sá Pinto e Liedson após o jogo contra o Mafra foi mais um capítulo da saga terrível do Sporting. Após a escolha de Sá Pinto para director-desportivo, toda a gente pensou na sua garra e na sua agressividade. Nunca na sua serenidade, valor essencial para uma posição daquelas (apesar de um director-desportivo no Sporting, não ser um verdadeiro director-desportivo na linha do que acontece no Real Madrid com Valdano ou na Juventus com Betega).

Enfim, teve um fim bem ao seu estilo. Liedson também não esteve bem, mas acabou por demonstrar que é o líder do balneário, e responde a críticas dentro de campo. Com golos e exibições.

Liedson é o único jogador que é impossível de criticar. A sua performance é bastante regular, sempre a grande nível, sem dar um lance por perdido, e a vir, muitas vezes, à posição do médio-defensivo, para ajudar e tentar facilitar a organização do jogo e o início de uma transição defesa-ataque. Daniel Carriço e Miguel Veloso são outras duas figuras que estão em grande, e que não merecem os resultados negativos do clube. Mas que dizer de Vukcevic, Pereirinha, Grimi, Postiga, Polga, Abel, Pedro Silva? São jogadores a mais, a jogar a menos, para uma equipa só! E quando isso acontece, o desconforto também atinge os outros conduzindo à segurança em relação ao seu lugar no onze. Num clube que luta por títulos, é imprescindível a existência de concorrência pelos lugares. No Sporting, isso é uma miragem.

Enfim...

Os valores disponíveis para transferências neste Mercado de Inverno são inexplicáveis e revoltam todos os que, como eu, consideravam desde Agosto de 2009, que com aquele plantel não íamos a lado nenhum. Nenhum treinador teria resultados com aquele plantel. Era impossível! E depois de acontecer o previsto, quem ficou com as culpas foi Paulo Bento. Um treinador que há 4 anos, andava a fazer milagres com o plantel que tinha à disposição.

Enfim...

Sendo assim, resta-me dizer que apesar de tudo isto, ainda vou a Alvalade ver o jogo contra o Everton. Bem...depende da 1ªmão, obviamente!

Quanto ao jogo de amanhã, tive 2 convites para o ir ver ao estádio, mas recusei os dois. Algo que me entusiasmava, agora tornou-se num completo sacrifício...

Sportinguista sempre, apesar de tudo...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Frase da Semana


"Portugal está desencontrado, pelo que a medida mais urgente é que o país se encontre"

Ludgero Marques, Presidente da AEP (Associação Empresarial de Portugal)
1 de Fevereiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Frase da Semana

"O Ricardo Sá Pinto reagiu em defesa própria, após ofensas à sua integridade física e à sua imagem".

Ricardo Sá Pinto
26 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

1ª Entrevista

Hoje, fui entrevistado pela Rádio Lafões, no âmbito da minha eleição para Coordenador da Concelhia de Viseu da Juventude Socialista.

Balanço muito positivo!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

1º Comunicado JS

O 1º Comunicado deste mandato da Juventude Socialista Concelhia de Viseu sobre os novos órgãos concelhios eleitos, foi publicado num dos blogues mais visitados do Concelho e Distrito de Viseu.
Ver AQUI.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Frase da Semana (2)


"Nunca fui neutro. Nunca baixei os braços. Nunca fugi a nenhum combate. Nem antes, nem durante, nem depois do 25 de Abril. E também não ficarei neutro agora".

Manuel Alegre, 15-01-2010

Discurso na íntegra

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Frase da Semana (1)

" É uma ironia sair da RTP quando há PSD, Orçamento e Presidenciais"

Marcelo Rebelo de Sousa, jornal "i", 12-01-2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Destaques

O dia fica marcado pela ocorrência de três factos significativos no panorama político e social português. Refiro-me a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, ao acordo entre sindicatos de professores e Ministério da Educação e, por último, o aumento da taxa de desemprego.

De alguma forma, já abordei várias vezes todas estas temáticas e, por agora, só me merecem o seguinte curto e sintéctico comentário: Lamento que o casamento gay não tenha sido alvo de referendo.Não me parece que um assunto tão controverso possa passar sem o crivo da legitimidade popular, independentemente das opiniões; Observo que o acordo entre professores e M.E. resulta num recuo das convicções do Governo PS, ou melhor, mais uma cedência demagógica ao populismo crescente de Sócrates; Para além do aumento galopante da dívida pública, da derrapagem orçamental, agora a taxa mais alta de desemprego atingida em Portugal.

Com certeza, a responsabilidade pelo estado do país se deve imputar a muitos, inclusivé a todos e cada um de nós, mas se podemos destacar alguém ou algo, é aos governos PS e a José Sócrates que devemos o estado actual da nação. A pior notícia é que o rumo actual da política em Portugal vai continuar a ser seguido!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Janeiro de tarefas...

Aniversário, Exames e Eleição de Delegados para a Congresso da Federação da JS Viseu...

domingo, 3 de janeiro de 2010

A década em imagens

AQUI. Nota especial para a quantidade de imagens demonstrando tragédias...